Técnicos do Instituto Butantan vão a Brasília levar dossiê sobre Coronavac


Pedro Duran, da CNN, em São Paulo
19 de outubro de 2020 às 23:02

Uma pequena comitiva do Instituto Butantan, entidade ligada ao Governo de São Paulo, embarcará para Brasília nesta terça-feira (20), a fim de participar de uma série de reuniões com técnicos do Ministério da Saúde e da Anvisa.

Os funcionários das áreas de compras, planejamento e administrativa do Instituto vão levar um dossiê com as respostas aos questionamentos feitos pelos dois órgãos a respeito da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 testada pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

As perguntas podem ajudar a destravar o repasse de R$ 80 milhões de um programa de tecnologia e ciência do Ministério.

O dinheiro será usado pra comprar equipamentos para a montagem da nova unidade de fabricação de vacinas do Butantan, a planta multipropósito, que inicialmente vai produzir a Coronavac mas, no futuro, pode ser usada com outras finalidades.

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Entre as perguntas feitas pelos técnicos de Brasília estão questionamentos sobre o rendimento, as doses, o controle de qualidade, o cronograma e a importação de equipamentos para a produção da Coronavac.

O clima no Butantan é de tranquilidade, já que esse tipo de pergunta é normal quando se trata de um produto novo. Mais de 60% das vacinas usadas pelo Ministério da Saúde vem do Instituto Butantan, que não produz pra nenhum outro órgão, governo ou empresa.

Apesar de toda a carga política descarregada nesse tema, os técnicos dos dois lados tem lutado pra manter as negociações no plano científico, logístico e de saúde, mantendo a política de lado.

Tanto que as reuniões serão realizadas em meio a incertezas sobre o encontro que aconteceria entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e o governador paulista João Doria (PSDB) na próxima quarta-feira (21). Os dois lados da negociação ainda estão tratando a coronavac como “possível vacina”.