Vacina Coronavac não chega à população em 2020


Por Pedro Duran, da CNN, em São Paulo
28 de outubro de 2020 às 19:19 | Atualizado 28 de outubro de 2020 às 19:31

Cinco semanas depois de pedir a autorização para importar os insumos pra fabricar 40 milhões de doses da coronavac, o Instituto Butantan reconheceu que a demora vai impactar no calendário previsto de vacinação com um atraso de pelo menos um mês.

Em entrevista exclusiva à CNN, o diretor do Instituto Butantan afirmou que a vacinação em 2020 está descartada e um novo calendário só será possível quando os insumos chegarem no país, o que deve acontecer no meio de novembro. 

O Butantan vai entrar nesta quinta-feira (29/11) com a papelada para trazer os insumos da China. A partir daí, o prazo estimado é de 15 a 20 dias pra chegada em São Paulo por avião.

Leia também

Não houve atraso, diz diretor da Anvisa sobre liberação de insumos para vacina

Anvisa autoriza importação de matéria-prima para Coronavac

Iuri Pitta: não há ganho de eficiência em gestão privada de postos de saúde

“Pelos prazos atuais não vai ser possível ter uma vacinação ainda nesse ano, considerando todos os aspectos. Os aspectos dessa demora, ainda falta a conclusão do estudo clínico... Quero dizer, pra esse ano a Anvisa não vai ter condição de liberar esse registro”, disse Dimas Covas à CNN. 

“O registro está previsão pra meados de janeiro do ano que vem se tudo der certo. Mesmo que seja registrada [a coronavac] no começo do ano, aí vai depender de quem vai fazer a vacinação, se vai ser o Ministério [da Saúde], isso ainda não está definido”, completou.

O Butantan esperava o aval da Anvisa no começo de outubro, mas isso não aconteceu. O pedido de urgência pra aprovação da compra de 6 milhões de doses e insumos para fabricar outras 40 milhões de doses foi autorizado pela Anvisa com uma série de condições, entre elas, descartar o material caso a vacina seja reprovada nos testes.