Brasil tem 407 mortos por Covid-19 e 18.947 diagnósticos da doença em 24 h

Desde o início da pandemia, o país soma 5.535.605 diagnósticos e 159.884 mortos pela doença causada pelo novo coronavírus

Sinara Peixoto, da CNN, em São Paulo
31 de outubro de 2020 às 19:28 | Atualizado 31 de outubro de 2020 às 19:32
Homenagem em São Paulo às 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil
Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

O Ministério da Saúde registrou neste sábado (31) mais 407 mortes por Covid-19 e 18.947 casos confirmados da doença em 24 horas.

Desde o início da pandemia, o país soma 5.535.605 diagnósticos e 159.884 mortos pela doença causada pelo novo coronavírus. 

O boletim do Ministério da Saúde, divulgado todos os dias, considera os casos registrados por estados e municípios em um período de 24 horas a partir das 16h do dia anterior, independentemente da data da ocorrência. 

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Dois terços dos paulistanos discordam do veto do presidente Jair Bolsonaro à compra de uma vacina chinesa contra a Covid-19, mostra pesquisa Ibope /Estadão/TV Globo.

Realizado com 1.204 pessoas entre os dias 28 e 30 de outubro, o levantamento quis saber se os entrevistados concordavam ou discordavam de Bolsonaro na decisão de não comprar o imunizante desenvolvido na China mesmo que ele seja aprovado pelas autoridades competentes da área da saúde.

A maioria absoluta dos participantes da pesquisa (54%) disse discordar totalmente da postura do presidente. Outros 13% afirmaram "discordar em parte".

Entre os apoiadores da decisão, 19% relataram concordar totalmente com Bolsonaro e 8% disseram concordar em parte. Dois por cento afirmaram não concordar nem discordar e outros 3% não souberam opinar ou não responderam. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No último dia 21, Bolsonaro disse a apoiadores que o governo federal não compraria a vacina. "Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Eu só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa", escreveu o indivíduo em rede social. Bolsonaro respondeu: "Não será comprada.

Naquele mesmo dia, ele havia desautorizado o ministro Eduardo Pazuello e vetado a compra de 46 milhões de doses do produto pelo Ministério da Saúde.

Após grande repercussão, em mensagem publicada em sua conta no Facebook, o presidente apresentou uma justificativa para a declaração de que o governo federal não iria comprar a Coronavac.

“Para o meu Governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser COMPROVADA CIENTIFICAMENTE PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE e CERTIFICADA PELA ANVISA”, escreveu Bolsonaro, se referindo à Coronavac como “a vacina chinesa de João Doria”.

O presidente afirmou ainda que a população brasileira “NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM”. “Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, concluiu

(Com informações do Estadão Conteúdo)