Plano de Imunização só será entregue com vacina registrada na Anvisa, diz Saúde

Nesta terça-feira (1), às 14h, o Ministério da Saúde promoverá mais uma reunião da “Câmara Técnica” para fechar a primeira dessas propostas

Natália André, da CNN, em Brasília
30 de novembro de 2020 às 17:20 | Atualizado 30 de novembro de 2020 às 19:25

 

O Plano Nacional de Imunização (PNI) da COVID-19 só será concluído e divulgado com a autorização do registro de alguma vacina pela Anvisa. Antes disso, apenas propostas preliminares serão reveladas, de acordo com a própria pasta.

Nesta terça-feira (1), às 14h, o Ministério da Saúde promoverá mais uma reunião da “Câmara Técnica” para fechar a primeira dessas propostas, que terá de ser atualizada quando houver alguma vacina liberada no Brasil.

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Foto: Ebc


Com entidades governamentais, não-governamentais; sociedades científicas; conselhos de classe; organismo internacional; conselhos de secretários de saúde estaduais e municipais (Conass e Conasems), a “Câmara Técnica” foi criada em setembro e conta com mais de 100 pessoas.

Os trabalhos foram orientados através de 10 eixos prioritários e cada um deles teve de entregar um produto, ou seja, uma análise detalhada de uma área específica do que precisa constar no PNI.

A reunião de amanhã é para juntar as demandas desses 10 eixos e acontecerá virtualmente por causa do grande número de participantes.

Dessa forma, o Ministério da Saúde ainda não definiu nenhum ponto do Plano. Nem quem deve receber a vacina primeiro, quais estados são os prioritários ou como será feita a distribuição. Nada, para a pasta, pode ser fechado sem que se saiba as características do imunizante.

Na coletiva da semana passada, a coordenadora do PNI, Franciele Fontana, disse que o programa está em uma fase preparatória de estratégia.

“Neste momento, estamos fazendo a avaliação epidemiológica. Enfatizando a situação do mundo e do Brasil, onde a gente identifica quem são os mais vulneráveis, em relação a adoecimento e mortalidade. Só temos os objetivos da vacinação que é reduzir a morbidade, a mortalidade e também atender as pessoas mais expostas ao vírus”, explicou.

Ainda dentro da análise dela e do ministério, os objetivos são fundamentais porque o Brasil e o mundo ainda não têm capacidade para vacinar toda a população.

Confronto direto

Além da reunião de terça-feira, na quarta-feira (2), às 10h, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, participará, por videoconferência, da Comissão Mista da COVID-19 no Congresso.

Lá, ele será confrontado pelos deputados e senadores sobre os testes abandonados no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), problemas no sistema de registro dos números nacionais da doença e, principalmente, sobre o PNI.

Um outro ponto de pressão sobre o MS é a Justiça. O Tribunal de Contas da União, em agosto, pediu que o governo federal apresentasse o seu Plano em 60 dias, o que não aconteceu. E o Supremo Tribunal Federal votará a questão, em plenário virtual, entre os dias 4 e 11 de dezembro.