Saúde: Vacinação começará por idosos acima de 75, área da saúde e indígenas

Presos e jovens privados de liberdade também estarão na primeira fase; secretário do Ministério diz que governo não tem 'preferência' por nenhuma vacina

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
01 de dezembro de 2020 às 18:50 | Atualizado 01 de dezembro de 2020 às 18:54
Frasco de potencial vacina contra Covid-19
Frasco de potencial vacina contra Covid-19
Foto: Dado Ruvic/Reuters (3.nov.2020)

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou nesta terça-feira (1º) que a câmara técnica que foi formada para planejar a vacinação contra a Covid-19 no país concluiu uma etapa da preparação dos trabalhos.

"A partir de hoje, o Brasil começa a pensar de forma mais concreta a vacinação contra a Covid-19", disse Medeiros.

O secretário afirmou que serão grupos prioritários para a vacinação os idosos, as pessoas com comorbidades, os profissionais da saúde, os indígenas e as pessoas privadas de liberdade, adultos e crianças. 

Na primeira fase, a intenção é que entrem profissionais de saúde, os idosos a partir dos 75 anos, os que têm 60 ou mais e vivem em asilos ou instituições psiquiátricas e os indígenas. Na segunda etapa, as pessoas entre 60 e 74 anos.

Na terceira fase, as pessoas com comorbidades que podem agravar a Covid-19, como pessoas com doenças renais crônicas e cardiovasculares. A quarta e última fase inclui professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.

Vacinas

Sem mencionar nenhuma vacina em estudo, Medeiros afirmou que o governo considera todos os projetos de imunizantes em teste no país.

"O governo brasileiro não tem preferência por nenhum laboratório. Nossa preocupação sempre é a eficácia e a segurança da vacina, desde que seja devidamente registrada na agência regulatória, que é a Anvisa", afirmou o secretário.

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