Vacina de Oxford deve começar no final de fevereiro de 2021, diz Pazuello

Segundo ministro, a AstraZeneca deve submeter o registro de sua vacina em parceria com a universidade de Oxford até o final de dezembro de 2020

Iuri Pitta
Por Iuri Pitta, CNN  
08 de dezembro de 2020 às 12:49 | Atualizado 08 de dezembro de 2020 às 13:27


Em reunião com governadores nesta terça-feira (8), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacina de Oxford contra a Covid-19 deve começar a ser aplicada no Brasil no final de fevereiro e início de março de 2021.

Segundo ele, a AstraZeneca deve submeter o registro de sua vacina em parceria com a universidade de Oxford até o final de dezembro de 2020 -- e o prazo de análise da Anvisa em girado em torno de 60 dias. "Se isso acontecer, vamos ter o registro efetivo da AstraZeneca no final de fevereiro, mesmo que tenham chegado as 15 milhões de doses em janeiro", afirma Pazuello. "Previsão de uso no final de fevereiro para iniciarmos a vacinação", conclui.

Funcionária da Unifesp em local de teste de vacina contra Covid-19
Funcionária da Unifesp em local onde potencial vacina contra Covid-19 de Oxford está sendo testada
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (24.jun.2020)


 

O primeiro lote de Oxford, com 15 milhões de doses, chega ao país já em janeiro, com mais 15 milhões em fevereiro, e assim sucessivamente até junho, disse o ministro.

Em trecho da reunião a que a CNN teve acesso, o ministro detalhou os acordos fechados pelo governo brasileiro para a vacinação contra a Covid-19.

O ministro afirma que serão 260 milhões de doses de Oxford durante o ano inteiro de 2021, e o custo da dose de Oxford é orçado em US$ 3,75. 

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