Gabbardo chama requisição de vacinas a estados e municipios de 'factoide'

Governo federal planeja uma medida provisória para aquisição de vacinas importadas ou produzidas no Brasil

Tainá Falcão, da CNN
Compartilhar matéria

 

O médico João Gabbardo, secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus de São Paulo, chamou de factoide o plano do governo de requisitar vacinas contra Covid-19 a estados e municípios. 

A declaração foi feita à reportagem da CNN após informação de que o governo federal planeja uma medida provisória para aquisição de vacinas importadas ou produzidas no Brasil. 

O estado de SP anunciou que irá começar a vacinação com a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, em 25 de janeiro;

“Qual seria a justificativa para requisitar se a vacina [coronavac] está sendo oferecida para o Ministério da Saúde? Basta o ministério aceitar e incluir no PNI [Programa Nacional de Imunização]. Isto é um factoide”, disse. 

Leia e assista também

Governo prepara medida para requisitar vacina comprada por estado e município

Planalto pressionou Pazuello a mudar estratégia da vacina em reunião na segunda

O relato tornado público nas redes sociais pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) foi confirmado pela analista de política da CNN, Thaís Arbex. 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acredita que a intenção do governo federal não seja partir para uma ofensiva contra São Paulo. 

“O que queremos é que o governo federal compre a vacina, somente isso”, informou à reportagem. Dimas disse que é preciso “aguardar” posicionamento oficial para se ter certeza de que se trata de um desejo do Ministério da Saúde. 

Sobre as conversas com a pasta, Dimas Covas garante que “sempre há” aceno de que a vacina será incorporada no Plano Nacional, mas o governo de São Paulo espera que a promessa seja formalizada em “contrato”. 

Pelo Twitter, o governador João Doria, acusou o governo federal de demonstrar “dose de insanidade ao propor uma MP que prevê o confisco de vacinas”.