Pazuello diz que governo espera 'avalanche' de propostas para comprar vacinas

Ministro destacou que cada nível do Executivo tem uma competência responsabilidade referente ao Sistema Único de Saúde

Anna Russi, da CNN, em Brasília
21 de janeiro de 2021 às 12:12 | Atualizado 21 de janeiro de 2021 às 15:53

 

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o governo conta com o recebimento de propostas de compra de vacinas de diversos laboratórios entre o fim de janeiro e fevereiro. "Em janeiro e começo de fevereiro vai ser uma avalanche de laboratórios apresentando propostas [para o Brasil], porque são 270 iniciativas no mundo produzindo vacinas", comentou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (21). 

Ele destacou, no entanto, que a seleção dos imunizantes a serem usados no Brasil continuará sendo feita com cautela. "Temos que estar com muita atenção e cuidado para colocar todas (as vacinas) disponíveis o mais rápido possível mas dentro da eficácia e da nossa capacidade de colocar no lugar certo, na hora certa". 

 

Como medida paralela às vacinas, a pasta também apoio o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) a lançar o programa ImunizaSUS, que vai transformar as unidades básicas de Saúde (UBSs) em salas de aula. O objetivo é capacitar cerca de 94 mil profissionais de saúde que atuam diretamente na imunização da população dos municípios brasileiros. 

Assim, o ministro destacou que cada nível do Executivo tem uma competência responsabilidade referente ao Sistema Único de Saúde (SUS). "O nível federal tem responsabilidade normativa, projetos, programas, recursos, acompanhamentos. Tem todo o trabalho de distribuição de vacinas, contratação de projetos de desenvolvimento, receber demandas e estudá-las. Esse é o ministério. O mesmo ministério não tem ação prática na sua constituição. Quando vai para estados e municípios, aí sim temos a execução, que está 100% está nos estados e municípios", observou. 

Ainda segundo Pazuello, o ministério não toma "nenhuma decisão sem pactuar com o Conasems e o Conas (Conselho Nacional de Saúde)". "A compreensão disso é para que todos entendam que a decisão não está centrada em Brasília. Ela está tendo os olhos dos estados e os olhos dos municípios, para que a decisão seja o mais abrangente e democrática possível", completou.