Sputnik V: 'podemos produzir 8 milhões de doses mensais', diz União Química

Anvisa fez reunião com a farmacêutica nesta quinta-feira (21) para discutir pedido de registro da vacina russa contra Covid-19

da CNN, em São Paulo
21 de janeiro de 2021 às 21:59


Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (21), Fernando de Castro Marques, presidente da farmacêutica União Química, responsável pela produção da Sputnik V – vacina russa contra a Covid-19 – na América Latina, afirmou que, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é possível produzir oito milhões de doses por mês do imunizante no Brasil. 

“Nós temos uma fábrica de biotecnologia que foi montada em Brasília. Então, o IFA [Insumo Farmacêutico Ativo] vai ser produzido nessa unidade. Temos a capacidade de fazer 8 milhões de unidades mensais da Sputnik”, disse.

“Também passamos a semana passada na Rússia para esclarecer pontos importantes referentes ao registro e detalhes técnicos. Tivemos uma grande posição do governo russo de arrumar, em fase emergencial, 10 milhões de unidades para serem embarcadas em janeiro, fevereiro e março. E, a partir de abril, entraria a nossa produção e a produção russa, o que poderíamos assumir o compromisso de 150 milhões de unidades em 2021”, explicou.

A agência reguladora reuniu-se hoje com representantes da farmacêutica para discutir o pedido de uso emergencial da vacina russa no país. Segundo Marques, a reunião ocorreu "muito bem".

“No dia 15 [de janeiro] entramos com pedido de autorização emergencial da Sputnik V. Recebemos no dia 16 um ofício da Anvisa fazendo a suspensão temporária do pedido de registro, pedindo informações complementares e também determinando que a gente não apresentasse as informações antes de fazer uma reunião prévia na Anvisa”, contou. 

Segundo Marques, nesta sexta-feira (22), a União Química enviará os documentos faltantes para o registro emergencial da Sputnik V. 

“A vacina hoje já está registrada em diversos países, inclusive na América do Sul, sendo utilizada na Argentina, Paraguai, e o México deve liberar o registro nos próximos dias.”

(Publicado por Sinara Peixoto)