Consórcio prevê de 5 a 7 milhões de doses de vacina para o Brasil até março

A CNN apurou que existe uma articulação para que as vacinas a serem enviadas para o Brasil partam do Instituto Serum, da Índia

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
02 de fevereiro de 2021 às 17:47
Doses AstraZeneca Oxford no Brasil
Doses importadas da fórmula AstraZeneca/Oxford, produzidas na Índia, para o Brasil
Foto: CNN

O Brasil deve receber, até o final de março, entre 5 a 7 milhões de doses da vacina Oxford/Astrazeneca contra o novo coronavírus através do Consórcio Covax, acordo global promovido pela Organização Mundial da Saúde para fornecimento de imunizantes contra a covid-19.

A Aliança Gavi, que coordena este esforço mundial, prevê entregar 20 milhões de doses para as Américas até o final do mês de que vem. O grupo informou à CNN que só irá divulgar amanhã (03) o número de imunizantes a que o Brasil terá direito.

No sábado (30), o Ministério da Saúde divulgou estimativa de receber de 10 a 14 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca a partir deste mês.

A CNN questionou a Aliança Gavi, sobre quantas vacinas, exatamente, chegariam ao país ainda em fevereiro. No comunicado, o grupo informou que os detalhes o quantitativo de doses também depende de “vários outros fatores, como as aprovações dos sistemas regulatórios dos países e a prontidão dos sistemas de saúde em receber as doses”. 

O plano é que essas informações sejam divulgadas até, no máximo, o fim desta semana.A CNN apurou que existe uma articulação para que as vacinas a serem enviadas para o Brasil partam do Instituto Serum, da Índia, de onde vieram o lote de dois milhões de doses prontas da vacina de Oxford.

Essa intermediação cabe, mais uma vez, à empresa AstraZeneca, farmacêutica que produz o imunizante em parceria com Oxford. Isso facilitaria o uso das vacinas, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o uso emergencial da vacina.

A AstraZeneca informou que é parceira do consórcio de vacinas, mas que a entrega das doses é de responsabilidade é da Organização Mundial de Saúde. A CNN procurou o Ministério da Saúde e aguarda retorno.