Mais da metade dos brasileiros sofrem de ansiedade no ambiente de trabalho

Pesquisa ouviu trabalhadores das cinco regiões do Brasil

Will Marinho, da CNN, em São Paulo
06 de fevereiro de 2021 às 21:02
Mercado de trabalho
Estudo aponta que 47% dos trabalhadores se sentem cansados com frequência
Foto: Annie Spratt / Unsplash

Um estudo conduzido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) mostrou que 52% dos trabalhadores brasileiros sofrem de ansiedade enquanto estão no trabalho. A mesma pesquisa apontou que 47% colaboradores disseram se sentir cansados com frequência, deste número, 22% alegaram o desânimo e a frustração contribuem para o desgaste. Do total de trabalhadores entrevistados 89% consideram a falta de empatia dentro das empresas um problema que merece mais atenção.

Os dados foram coletados por meio da pesquisa Comunicação Não Violenta nas Organizações que foi aplicada em cinco regiões do Brasil. Aplicada nas empresas nacionais e multinacionais de pequeno, médio e grande portes, o estudo retratou como 327 profissionais percebem a prática dessa abordagem a partir de cada um dos tópicos elencados em quatro níveis diferentes: minha equipe, meus pares, liderança e empresa.

O levantamento mostrou que dos dez estados emocionais mais citados pelos funcionários entrevistados, cinco correspondem a sentimentos ligados a necessidades não atendidas, sendo que os dois mais identificados são ansiedade e cansaço, seguidos de apreensão, desânimo e frustração, explicado pela falta de empatia. Quando as necessidades são atendidas, os sentimentos que surgem são despreocupação, segurança, calma, realização e satisfação, ou seja, os menos mencionados na pesquisa.

"Os melhores índices apareceram quando o que estava sendo analisado era a própria equipe do funcionário, ou seja, o seu núcleo mais próximo. Isso ia de alguma forma piorando quando ele falava de pares, liderança e ainda mais quando falava de empresa. Ou seja, percebia que ele e pessoas perto dele se atendiam nas escutas, resolviam conflitos e necessidades, mas a empresa como um todo não o fazia com tanta efetividade", explicou a especialista em comunicação não violenta e curadora da pesquisa, Pamela Seligmann.

(Com informações da Agência Brasil)