Brasil lidera casos de depressão na quarentena, aponta pesquisa da USP

Saúde física e mental está diretamente ligada com atividades de lazer, e, em tempos de pandemia, os parques se tornaram uma das poucas opções seguras

Da CNN, em São Paulo
08 de fevereiro de 2021 às 08:20 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 11:46


O Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia do novo coronavírus, segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) em onze países. 

As restrições durante a pandemia e o isolamento social, que tanto ajudam a conter o avanço da Covid-19, podem prejudicar a saúde mental. Segundo o estudo, o Brasil é o país que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%).

Em segundo lugar está a Irlanda com 61% das pessoas com ansiedade e 57% com depressão, e os Estados Unidos, com 60% e 55%, respectivamente. 

“Nós concluímos que a pandemia de Covid-19 tem se mostrado um evento traumático para muitas pessoas, levando aumento exponencial de sentimento de medo e estresse”, disse Ricardo Uvinha, professor de lazer e turismo da USP, à CNN.

“A pesquisa reforça que os brasileiros têm sofrido drasticamente o período de quarentena e lockdown, em especial pela privação de atividades de lazer fora do ambiente doméstico.”

Mulheres, jovens, pessoas com algum histórico de desordem mental e aqueles que ficaram desempregados foram os que mais relataram os sintomas de ansiedade e depressão diante do confinamento.

De acordo com a pesquisa, a saúde física e mental está diretamente ligada com atividades de lazer, e, em tempos de pandemia, os parques se tornaram uma das poucas opções seguras. 

Atividade física pode ajudar

A realização de atividades físicas ajuda no combate à depressão. Muitos procuram locais abertos para realizar esportes, com medo da contaminação pelo vírus. "A liberação dos parques me ajudou muito, tanto na parte física, quanto na saúde mental", afirmou o atleta amador Artur Santos.

 (Publicado por: André Rigue)