Se não identificada, síndrome pode causar miocardite em crianças, diz pediatra

Mais de 100 crianças estão indo parar nos hospitais do Reino Unido a cada semana por conta da síndrome

Layane Serrano, da CNN São Paulo
08 de fevereiro de 2021 às 15:16


Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (8), a pediatra e professora da Universidade de São Paulo (USP), Ana Escobar, falou sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), condição nova e diretamente ligada ao novo coronavírus, que aparece em crianças. 

Mais de 100 crianças foram parar em hospitais do Reino Unido a cada semana por conta da síndrome. No Brasil, segundo a médica, houve cerca de 570 casos e 39 mortes devido à condição desde o início da pandemia. Ana fala sobre a importância de entender os sintomas para fazer o diagnóstico precoce.

“Os pais devem ficar atentos aos sintomas. Os dados revelam que essa síndrome acomete 0,6% das crianças, mas não obstante o fato de ser rara, é preciso entender os sintomas porque temos a grande vantagem dessa síndrome ter tratamento e, se efetuada a tempo, minimiza os riscos”, afirma.

Segundo ela, os sinais começam a aparecer mais ou menos duas semanas depois de a criança ter Covid-19 ou ter tido contato com alguém que foi infectado. “Ela começa a apresentar febre alta, conjuntivite, a língua fica vermelha, aparecem bolinhas vermelhas no corpo, e ela tem dor de barriga, náusea, vômito e mal-estar.”

O grande problema da síndrome, explica a médica, é que, se não identificada, ela pode acometer o coração das crianças, podendo gerar aneurisma na coronária e miocardite. “Isso pode ser fatal.”

 

(Publicado por Sinara Peixoto)