Cidades do RJ que ficaram sem vacina após 'êxodo de vizinhos' receberão doses

Secretaria Estadual da Saúde irá distribuir, a partir de quarta-feira (10), um lote de 131 mil doses da Coronavac para as cidades do estado

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
09 de fevereiro de 2021 às 17:00 | Atualizado 09 de fevereiro de 2021 às 17:07
Caixa com doses da Coronavac, vacina distribuída pelo Instituto Butantan contra o novo coronavírus
Foto: Marlon Costa/Futura Press/Estadão Conteúdo

Um alento para as cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro que precisaram interromper suas campanhas de vacinação contra a Covid-19. A Secretaria Estadual da Saúde irá distribuir, a partir de quarta-feira (10), um lote de 131 mil doses da Coronavac para as cidades do estado. 

A tabela de distribuição, obtida pela CNN, revela que os municípios receberão poucas doses, mas Duque de Caxias, Niterói e São Gonçalo poderão recomeçar a vacinação, interrompida após definições amplas de grupos prioritários.

São Gonçalo, que ficou sem vacinas para idosos após receber “caravanas” de profissionais de saúde de outras cidades atrás do imunizante, receberá 8,2 mil doses. Duque de Caxias e Niterói receberão 5,69 e 5,67 mil doses cada. A capital fluminense ficará com 50 mil doses deste lote da Coronavac.

A partir da divulgação de 22 prefeituras da região metropolitana, a CNN constatou que não há padronização do calendário de vacinação. Fica a critério de cada município definir a data e o público alvo, desde que sigam as normas do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. 

Das 22 cidades, duas delas, Duque de Caxias e Rio Bonito, já anunciaram o início da aplicação da segunda dose da vacina Coronavac nessa segunda-feira (8).

O Ministério Público acompanha a distribuição desordenada e recomendou que São Gonçalo, onde o problema está posto desde a última sexta-feira (5), siga o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. 

No texto, o MP afirma que "a contemplação dos profissionais da saúde de forma indiscriminada, tal como vem sendo realizada pelo município de São Gonçalo, sem qualquer critério ou exigência de vinculo à unidade de saúde, em desalinho com os demais municípios e com a própria essência do Plano Nacional de Vacinação, ocasiona uma intensa migração dos profissionais de saúde de outros municípios vizinhos em prejuízo dos munícipes de São Gonçalo”.