Correspondente Médico: variação genética influencia na gravidade da Covid-19

Segundo estudo da Universidade de Medicina de Viena, 4% da população mundial tem a ausência de um receptor específico que pode agravar a doença

Da CNN
24 de fevereiro de 2021 às 09:32

Na edição desta quarta-feira (24) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre o estudo da Universidade de Medicina de Viena que apontou que 4% da população mundial tem a ausência de um receptor específico que pode agravar a doença pelo coronavírus.

Isso significa que pacientes infectados com o novo coronavírus, que estão nesse grupo, têm a tendência de desenvolver sintomas mais graves e precisar de hospitalização.

“Existem células que são responsáveis pela defesa do organismo. Uma delas seria um ‘assassino natural’, um linfócito específico que tem receptores na sua membrana. Se a pessoa não tem esse receptor na membrana dessa célula, toda aquela cascata bioquímica que vai acontecer, com liberação de substâncias e mediação do processo inflamatório, ocorre de uma forma diferente”, explicou o médico.

“Assim a gente consegue entender os motivos que levam algumas pessoas a terem uma resposta tão diferente de outras. Ou seja, porque aquela pessoa jovem que não tem comorbidade teve uma evolução tão grave, e aquela pessoa que faz parte do grupo de risco teve uma manifestação leve da doença", disse.

"Existe uma resposta genérica para isso, é a genética influenciando no sistema imunológico. Isso abre uma porta interessante para pensarmos que paciente pode evoluir de forma grave e como os profissionais da saúde podem fazer um atendimento diferenciado. E, para fazer isso, é preciso estudar o material genético da pessoa.”

(Publicado por: André Rigue)