Fiocruz atrasa produção de lotes de teste da vacina contra a Covid-19

Este novo cronograma representa um atraso de um mês em relação ao que inicialmente a Fundação havia informado

Iuri Corsini e Leandro Resende, da CNN no Rio
25 de fevereiro de 2021 às 14:48
Fiocruz deve produzir 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford até julho
Fiocruz deve produzir 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca até julho
Foto: Tânia Rêgo - 27.jan.2021/Agência Brasil

A Fiocruz ainda não finalizou a produção dos lotes de teste da vacina contra o Coronavírus e o processo de validação segue em andamento nesta semana. A previsão é de que essa produção seja finalizada apenas no mês que vem. O protocolo de produção das vacinas a ser encaminhado para a Anvisa está previsto para a terceira semana de março, entre os dias 15 e 19. 

Este novo cronograma representa um atraso de um mês em relação ao que inicialmente a Fundação havia informado, cuja entrega dos protocolos de produção destes lotes estava programada para acontecer no dia 17 de fevereiro, conforme apurado pela CNN.

O objetivo dessa produção de lotes de teste para validação é estabelecer todo o processo de produção daqui em diante. Em seguida, essas doses passam por um processo de pré-validação interna e são liberadas para a aprovação da Anvisa.

Após a aprovação do processo de produção, a Fiocruz passará a produzir, ainda com insumos importados, a vacina Oxford/AstraZeneca em larga escala. A previsão é que sejam entregues 110 milhões de doses nacionais até o fim do ano. Sem a validação da Anvisa, os Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) já recebidos pela Fiocruz ainda não poderão ser usados na produção das vacinas pela Fundação. 

Esse processo interno de validação consiste em envase, recravação (colocação da tampa no frasco), rotulagem, embalagem e o controle de qualidade do produto.

Na primeira etapa, que já foi finalizada, ocorreu o descongelamento do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), diluição e adição de uma solução-tampão (que serve para evitar que o pH varie) na mistura. 

Ao mesmo tempo, há a expectativa da assinatura do contrato de transferência tecnológica entre Fiocruz e AstraZeneca, que deve acontecer em março, para que a Fiocruz possa, então, produzir as vacinas 100% em território nacional, sem depender de insumos importados.