Risco de reação alérgica de vacina da Johnson & Johnson é menor, dizem EUA

Monitoramento depois da aplicação é exigido em pessoas que recebem doses da Pfizer e da Moderna

Virginia Langmaid
25 de fevereiro de 2021 às 13:11 | Atualizado 25 de fevereiro de 2021 às 13:47
Johnson & Johnson testa vacina contra o coronavírus
Johnson & Johnson testa vacina contra o coronavírus
Foto: Dado Ruvic/Reuters

O período de observação exigido após a aplicação das vacinas da Pfizer e Moderna contra a Covid-19 pode não ser necessário para a vacina da Johnson&Johnson.

A informação foi divulgada por Nirav Shah, vice-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), em entrevista coletiva nessa quarta-feira (25).

Países como os Estados Unidos e o Reino Unido recomendam o monitoramento das pessoas que recebem as doses da Pfizer e da Moderna por alguns minutos. A intenção é observar reações adversas por alergia, como um choque anafilático.

No entanto, o produto da Johnson&Johnson, que foi aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos para uso emergencial, funciona de forma diferente das vacinas produzidas pelas concorrentes.

Essa diferença “pode remover algumas das restrições que existiam por razões de segurança com a Moderna e a Pfizer, como, por exemplo, o período de observação”, disse Shah.

A vacina da Johnson&Johnson é feita com um vetor adenoviral. Um pequeno pedaço de material genético do coronavírus é inserido em uma versão enfraquecida do vírus que causa o resfriado comum, o adenovírus. 

As vacinas da Pfizer e da Moderna, por sua vez, usam uma plataforma mais recente, chamada mRNA (ou RNA mensageiro), que fornece instruções às células para fazer um pequeno pedaço da proteína spike do coronavírus, que prepara o sistema imunológico para reconhecer o vírus no futuro. 

Os imunizantes da Pfizer e Moderna foram associados a alguns casos raros de reação alérgica grave, ou anafilaxia, que pode estar relacionada a um ingrediente da vacina denominado polietilenoglicol (PEG), que faz parte do revestimento gorduroso usado para encapsular as partículas de mRNA. 

 

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês)