Bolsonaro diz que Brasil terá no mínimo 22 milhões de vacinas em março

Até a tarde desta segunda-feira, o Brasil tinha aplicado 8,43 milhões de doses, de acordo com o Our World in Data

Renato Barcellos, da CNN
01 de março de 2021 às 12:48 | Atualizado 01 de março de 2021 às 18:29
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com apoiadores
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com apoiadores
Foto: Reprodução/CNN (16.set.2020)

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil terá, em março, mais 22 milhões de vacinas. Segundo o chefe do Executivo, o país só poderia iniciar a compra dos imunizantes após a aprovação da Anvisa.

"Alguns criticam o Brasil... a vacina a gente só podia comprar depois que a Anvisa autorizar, não podia comprar qualquer negócio que aparecesse. Então essas vacinas começaram a ser certificadas pela a Anvisa e estamos comprando", disse.

O presidente afirmou, ainda, que o Brasil é o sexto país que mais vacina. No entanto, de acordo com dados do Our World In Data, a afirmação está incorreta. Segundo o levantamento, realizado pela Universidade de Oxford, o Brasil ocupa a 20ª colocação em questão de imunização.

O Brasil alcançou nesta segunda-feira (1º) o índice de 3.97 na relação entre o total de doses aplicadas e sua população total, aponta o estudo. O índice é uma forma de mensurar o total da população que recebeu pelo menos uma dose.

Até a tarde desta segunda-feira, o Brasil tinha aplicado 8,43 milhões de doses, de acordo com o Our World in Data. Ainda segundo o levantamento, Gibraltar lidera a lista de vacinação com índice de 109.25, seguido por Israel (93.50), Seychelles (76.36) e Emirados Árabes Unidos (60.87).

Embora Bolsonaro tenha errado na informação sobre a vacinação no país, ele lembrou que a imunização em Israel está avançada.

"Tem Israel que está na frente, mas quantos habitantes tem lá? Lá são nove milhões de habitantes, se não me engano, então é fácil dizer que vacinou 30% da população. Eu acho que nos vacinamos mais do que eles em valor absoluto. Agora é outro país, né? É um país que não tem uma gota de petróleo, não tem terra fértil, não tem água, não tem nada. Só que tem um povo que realmente se dedica e tem uns políticos diferente dos nosso aqui, onde eu me incluo também, é uma titica geral. Não to criticando os outros não, é todo mundo", declarou.

O chefe do Executivo afimou que uma comitiva brasileira será enviada a Israel na próxima quarta-feira (3) para fechar um acordo sobre o spray nasal, que deve ser testado no Brasil. Bolsonaro, no entanto, voltou a defender o tratamento precoce como forma de combrate à Covid-19.

"Esse de tratamento precoce fala de ivermectina, hidroxicloroquina, Anitta, seja o que for, não tem efeito colateral, porque não tomar? Parece que quanto mais morrer, melhor para alguns setores Que ver uma coisa, nós somos a oitava economia do mundo, o nosso IDH não é tão bom quanto de primeiro mundo. O que leva o país a ser o 26° no número de mortos por cada mil habitantes alguma coisa tá acontece aqui, só pode ser o tratamento precoce, não tem outra explicação pra isso. E por que a grande mídia teima ainda em criminalizar quem fala isso?', questionou.