Suécia quer eliminar limite máximo de idade para vacina da AstraZeneca

País segue as decisões de Alemanha e Bélgica, que também estão retirando a restrição para aplicação em pessoas mais velhas

James Frater e Henrik Pettersson, da CNN
05 de março de 2021 às 03:31
Pedestres caminham em Estocolmo
Suécia é um dos países europeus com maior incidência de Covid-19 na Europa
Foto: TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS

A Agência Sueca de Saúde Pública recomendou a eliminação do limite máximo de idade para o uso da vacina AstraZeneca. Isso permitiria que o imunizante fosse usado em pessoas com mais de 65 anos.

“Novos dados do Reino Unido confirmam que a vacina da AstraZeneca tem um bom efeito imunizante, mesmo para pessoas com mais de 65 anos de idade”, disse a autoridade sueca, em um comunicado, na quinta-feira (3).

A decisão segue as ações de Bélgica e Alemanha, que também mudaram suas recomendações sobre a vacina AstraZeneca em idosos.

Muitos países europeus estabeleceram um limite máximo para a idade dos receptores da vacina, citando a falta de informações de estudos clínicos sobre seus efeitos em pessoas mais velhas.

Em fevereiro, a Agência Sueca de Saúde Pública aprovou a vacina apenas para uso em pessoas com menos de 65 anos, dizendo que, no momento da autorização, havia “poucos dados sobre o efeito protetor da vacina em pessoas com mais de 65 anos”.

“Esperar por mais dados foi considerado necessário, já que a necessidade de proteção dos idosos é particularmente alta por conta do risco de quadros graves e morte pela Covid-19”, disse o comunicado.

O epidemiologista sueco e funcionário do governo Anders Tegnell disse que “todas as vacinas oferecidas são muito eficazes e, de acordo com os estudos, têm um bom efeito protetor para qualquer pessoa com mais de 18 anos”.

Três vacinas estão aprovadas para uso na Suécia: Moderna, Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca.

De acordo com os dados mais recentes da autoridade sueca, 568.031 pessoas receberam pelo menos uma dose de vacina (6,9% da população adulta) e 285.178 (3,5%) receberam ambas as doses.