Queiroga diz que 'permuta' pode antecipar vacinas dos EUA para o Brasil

Ministro da Saúde afirmou que conversou com embaixador do Brasil no Estados Unidos sobre medida

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
29 de março de 2021 às 17:50 | Atualizado 29 de março de 2021 às 19:39

 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que conversou com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, e que há a possibilidade de fazer uma permuta com o país norte-americano para antecipar doses de imunizantes ao Brasil. Sem detalhar, o ministro anunciou a ação durante debate com a Comissão Temporária da Covid-19 no Senado Federal, nesta segunda-feira (29).

A pauta da reunião abordava o Plano Nacional de Imunização, o cumprimento dos prazos previstos para vacinação da população e as demais medidas de combate à pandemia.

"Agora mesmo eu fiz uma ligação para o embaixador Nestor Forster, embaixador do Brasil nos Estados Unidos, e há uma possibilidade de fazermos permuta com os EUA, para ter uma antecipação de doses", afirmou Queiroga. 

Dentre as medidas apresentadas pelo ministro, o uso de máscaras foi fortemente defendido, além de um alerta para não haver aglomeração, especialmente no feriado de Páscoa. 

"Se todos os brasileiros usassem máscaras, nós teríamos efeito quase igual ao da vacinação. Evitar aglomerações fúteis, que as pessoas se conscientizem da importância de usar máscara. A gente precisa aumentar os testes, isolar os contaminados, evitando um número muito grande de indivíduos chegando às UTIs. São muitas ações que queremos botar em pauta, toda a parte logística de insumo, oxigênio, eu vejo tudo muito organizado", disse. 

O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde
O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A racionalização do uso de oxigênio nos hospitais também foi apresentada aos senadores, como uma possível medida adotada pelo ministério da Saúde. 

"Nós estamos trabalhando na área técnica, eu convidei o professor Carlos Carvalho, da USP, para trabalhar conosco nas áreas essenciais que, entre outras coisas, racionalizem o uso de oxigênio. Todos sabem que as pessoas chegam aos hospitais e a primeira coisa é colocar o oxigênio muitas vezes em quem não precisa, vamos tentar economizar, vamos fazer uma grande campanha entre os profissionais de saúde, para o uso racional do oxigênio", afirmou Queiroga.