Dia Mundial do Parkinson: saiba como identificar, tratar e lidar com a doença

Embora não tenha cura, medicamentos e terapias podem ajudar a lidar com os sintomas. No Brasil, aproximadamente 200 mil pessoas convivem com a enfermidade

Jacque Wilson Smith, da CNN
11 de abril de 2021 às 07:00
Hábitos aliados ao tratamento podem ajudar pacientes a executar tarefas diárias
Hábitos aliados ao tratamento podem ajudar pacientes a executar tarefas diárias e até prevenir complicações
Foto: Getty Images

 O Parkinson é uma doença progressiva do sistema nervoso que afeta principalmente os movimentos do paciente. Geralmente, começa com um pequeno tremor na mão ou rigidez muscular e piora com o tempo. Não há teste para detectá-la, por isso, às vezes, ela é diagnosticada incorretamente.

Quais são os sintomas?

Os pacientes de Parkinson costumam ter dificuldade para andar e falar. Os sintomas incluem lentidão nos movimentos, perda de equilíbrio e fala arrastada. Com a doença, "você pode ter uma diminuição na capacidade de realizar atos inconscientes, incluindo piscar, sorrir ou balançar os braços ao andar", explica o site da Mayo Clinic, um dos principais hospitais dos Estados Unidos. Esses sinais costumam ser piores em um lado do corpo.

Quem a doença afeta?

Aproximadamente 1 milhão de pessoas têm a doença de Parkinson nos Estados Unidos, de acordo com a Fundação da Doença de Parkinson. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que aproximadamente 200 mil pessoas convivem com o problema. 

Os homens têm maior probabilidade de contraí-la do que as mulheres e, geralmente, afeta pessoas com mais de 50 anos.

O que causa a doença de Parkinson?

O corpo humano usa uma substância química chamada dopamina para controlar o movimento. A dopamina é produzida por neurônios, que começam a morrer com a doença de Parkinson. Com menos células vivas, ocorre um déficit do neurotransmissor, o que causa problemas de mobilidade.

Os cientistas não sabem exatamente o que faz com que essas células comecem a se deteriorar, mas acreditam que seja uma combinação de genes e causas ambientais. Cerca de 15% a 25% dos pacientes com Parkinson têm um membro da família com a doença, segundo a Fundação da Doença de Parkinson.

Em alguns casos, os pesquisadores identificaram uma única mutação genética que é passada de geração em geração, de acordo com a Michael J. Fox Foundation, que se dedica a encontrar uma cura para a doença. 

"Mutações no gene LRRK2 são os maiores contribuintes genéticos para a doença de Parkinson descobertos até agora", relata o site da organização. Porém, na maioria dos casos, a causa é provavelmente uma combinação de mutações genéticas.

Estudos também ligaram produtos químicos como TCE e PERC ao Parkinson, embora a relação não tenha sido provada. "Uma simples exposição a uma toxina ambiental nunca é suficiente para causar o mal de Parkinson", afirma a Fundação da Doença de Parkinson. “Na verdade, não há evidências conclusivas de que algum fator ambiental, isoladamente, possa ser considerado causa da doença”, concluem. 

Tem tratamento? 

Não há cura para a doença de Parkinson, mas os médicos podem ajudar os pacientes a lidar com os sintomas.

Medicamentos como o levodopa são indicados para ajudar o cérebro dessas pessoas a produzir mais dopamina. Geralmente, o fármaco é prescrito com carbidopa, o que ajuda o levodopa a ter mais eficácia.

Nos Estados Unidos, a FDA (sigla para Food and Drug Administration) aprovou a estimulação cerebral profunda, que também é usada para tratar a depressão, para reduzir os sintomas em pacientes com Parkinson. Eletrodos são implantados no cérebro e conectados a um pequeno dispositivo que emite pulsos programados para ajudar a controlar o movimento.

Outras pessoas diagnosticadas com a doença preferem formas menos invasivas de terapia, como o tai chi.

Um estudo recente feito na Universidade de Harvard descobriu que os pacientes com Parkinson melhoraram depois que os pesquisadores transplantaram tecido de células de dopamina fetal em seus cérebros.

 Aqueles com sintomas graves apresentaram 50% menos sintomas nos anos após a cirurgia. Pessoas que usavam medicamentos para controlar o Parkinson, mas descobriram que o medicamento não funcionava mais, também notaram melhorias significativas após a cirurgia.

(Texto traduzido. Leia o original, em inglês)

5 maneiras de tornar a vida mais fácil com a doença de Parkinson 

1. Seja o mais ativo possível

O exercício regular não só ajuda a promover o equilíbrio e a força muscular, o que pode ser um desafio para quem tem a doença de Parkinson, mas também pode melhorar o bem-estar emocional. Pergunte ao seu médico quais são os melhores exercícios para você. 

2. Use equipamentos adaptativos 

A doença de Parkinson (DP) pode dificultar as tarefas diárias, como cozinhar ou abotoar a camisa. Compre copos com tampa, facas ergonômicas e roupas com fechos magnéticos ou de velcro para facilitar essas tarefas. 

3. Reorganize

Mova os itens usados ??com mais frequência (como louças ou xícaras de café) para locais de fácil acesso. E etiquete as gavetas e armários. 

4. Torne sua casa mais segura e acessível 

Reorganize os móveis para criar mais espaço para se mover; instale corrimãos para evitar quedas, principalmente no banheiro; e considere comprar móveis mais resistentes, que repousem uniformemente no chão. 

5. Procure atendimento médico 

O neurologista certo pode ajudar a vida com a doença de Parkinson ser mais fácil. Assim que apresentar os primeiros sintomas da doença, que incluem tremor não mão, movimento lento, rigidez e perda de equilíbrio, procure um médico. 

(Texto traduzido. Leia o original, em inglês)