Plano de vacinação é adaptado e gera fragilidades, diz secretário do STF

Secretário de serviços integrados de saúde do STF afirma que proximidade do inverno aumenta a preocupação com a pandemia de Covid-19

Produzido por Layane Serrano da CNN, em São Paulo
11 de abril de 2021 às 13:54 | Atualizado 11 de abril de 2021 às 14:03

O epidemiologista e secretário de serviços integrados de saúde do STF, Wanderson de Oliveira, afirmou, em entrevista à CNN, que o Plano Nacional contra a Covid-19 foi um plano de Influenza (vírus da gripe) adaptado para a pandemia.

“Estou muito preocupado porque o plano de vacinação brasileiro, de modo geral, não foi um plano para a Covid. Foi um plano de Influenza aplicado para a Covid. Isto, obviamente, gera fragilidades. E o plano de Influenza não foi feito para uma situação de emergência. Foi um plano de Influenza voltado para uma rotina. Não pode ser assim”, analisou.

O secretário do STF ressaltou que, em média, 21 vírus respiratórios circulam durante os meses de inverno e já atacam a saúde das pessoas, o que aumenta a preocupação com a pandemia no período do meio do ano.

“[No caso da gripe] nós não podemos tratar como uma campanha de Influenza tradicional, temos que tratar como uma campanha de Influenza dentro de uma pandemia, fazendo ajustes finos dentro da realidade local e buscando imunizar o máximo de pessoas acima de 60 anos antes que o inverno chegue”.

Wanderson de Oliveira falou, também, sobre uma recente pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que fez uma previsão do cenário da Covid-19 no Brasil.

“A Universidade de Washington (EUA) tem uma série histórica muito detalhada do Brasil e na última atualização, considerando o número de óbitos que ocorreu até o dia 25 de março, eles projetam um aumento ainda até 24 de abril, sem ser sábado que vem, o outro, daqui a duas semanas. Ainda veremos aumento”, afirma.

Wanderson de Oliveira, secretário de serviços integrados de saúde do STF
Wanderson de Oliveira, secretário de serviços integrados de saúde do STF
Foto: Reprodução / CNN

(*texto publicado por Wellington Ramalhoso)