Em cenário otimista, terminaremos vacinação em outubro, diz ex-diretor da Anvisa

Ex-diretor da Anvisa afirmou que, caso as boas expectativas se concretizem, cenário pode se tornar mais tranquilo a partir de agosto

Por Layane Serrano e Nathallia Fonseca, da CNN, em São Paulo
17 de abril de 2021 às 15:50 | Atualizado 17 de abril de 2021 às 16:54

 

O médico sanitarista e ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina Neto afirmou neste sábado (17), em entrevista à CNN, que existe a possibilidade de a vacinação contra Covid-19 ser concluída ainda este ano no Brasil.

"Há uma possibilidade muito otimista de que a gente consiga terminar a vacinação no final de outubro até o início de novembro, com 100% das pessoas maiores de 18 anos vacinadas", disse o especialista. 

Vecina, porém, destaca que a estimativa desconsidera possibilidades desfavoráveis como atrasos na produção, perda de doses e fraudes na vacinação.

Ele acrescenta que, recentemente, duas boas notícias ajudaram a promover uma visão mais otimista sobre a vacinação no Brasil: o adiantamento de doses pelo consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e a chegada de lotes da vacina Pfizer, prevista para ocorrer a partir do dia 29 de abril. J

untas, as novas vacinas representam cerca de 70 milhões de doses adicionais. "Sem essas notícias eu previa terminar a vacinação em fevereiro de 2022", afirmou. "Mantida esta velocidade de entrega e vacinação, a situação começaria a melhorar a partir de agosto ou setembro", estimou.

O sanitarista, porém, alerta para o risco de problemas de armazenamento da vacina Pfizer. "Só temos que tomar muito cuidado para não fazer bobagem", alertou, destacando que a vacina precisa de um armazenamento a -80ºC.

"Ela vai chegar num tipo de contêiner que vem com gelo seco e, após 30 dias, o gelo seco precisa ser substituído. Gelo seco não tem em qualquer esquina. Tem, mas não em qualquer lugar", explicou Vecina.