Excluídos do grupo prioritário, educadores da rede privada no Rio cobram vacinas

Categoria disse se sentir 'discriminada e desrespeitada' e cobra preferência na Justiça

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
19 de abril de 2021 às 14:09
Sala de aula de escola no Recife
Sala de aula antes da pandemia de Covid-19
Foto: Sumaia Vilela / Agência Brasil

 A exclusão dos profissionais de educação da rede particular dos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19 no Rio de Janeiro causou indignação entre os docentes da cidade. A ausência dos professores do setor privado foi sentida após um comunicado oficial expedido no sábado (17) pelo secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, que determinou apenas a imunização preferencial dos profissionais das unidades públicas de ensino no município.

Para tentar reverter a situação e incluir a classe na vacinação prioritária, o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) entrou com uma ação no plantão judiciário do Tribunal de Justiça neste domingo (19). Até a última atualização, o juiz encarregado ainda analisava o pedido. 

O presidente do Sinpro-Rio, Oswaldo Telles afirmou à CNN nesta segunda-feira (19) que a decisão da prefeitura foi “discriminatória e desrespeitosa” aos professores da rede particular do Rio.

 “Por que esses profissionais da rede privada foram excluídos? Os professores de escolas particulares pegam o coronavírus do mesmo jeito, sendo o contágio dentro da sala de aula ou no ônibus indo para o trabalho. Temos muitos casos de mortes no setor, sem contar os que ficaram com sequelas”, disse Telles. 

A prefeitura do Rio vai priorizar a vacinação de profissionais da educação básica que atuam presencialmente nas escolas das redes municipal, estadual e federal na cidade. A campanha começou no último sábado (17), com a vacinação de profissionais a partir de 55 anos. No próximo (23), serão imunizados profissionais com 50 anos ou mais. 

Professores da rede pública apoiam apelo

Apesar do início da vacinação dos profissionais da rede pública de ensino, professores e demais funcionários entendem que ainda não é hora do retorno presencial às salas de aula da cidade. 

Por meio de nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que representa os funcionários das redes públicas, afirmou que as aulas devem retornar apenas quando todos os professores forem imunizados, incluindo os que atuam em estabelecimentos particulares. “A segregação entre setor privado e público nesse momento não faz sentido”, defendeu o sindicato. 

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação do Rio ainda não respondeu aos contatos feitos pela CNN.