Primeira remessa com 1 milhão de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

Lote de imunizantes será distribuído somente nas capitais do país, por questões logísticas

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
29 de abril de 2021 às 19:24 | Atualizado 29 de abril de 2021 às 23:00
Avião que trouxe as primeiras doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 ao Bra
Avião que trouxe as primeiras doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 ao Brasil (29.abr.2021)
Foto: CNN Brasil

A primeira remessa com um milhão de doses da Pfizer chegou ao Brasil nesta quinta-feira (29), no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O ministro da Saúde Marcelo Queiroga acompanhou a chegada dos imunizantes.

O primeiro lote será distribuído somente nas capitais por questões logísticas, uma vez que o imunizante precisa ser armazenado entre -25°C e -15°C, segundo a agência reguladora dos Estados Unidos. 

O carregamento que chegou hoje ao Brasil saiu da Bélgica, onde existe uma fábrica da Pfizer que produziu essas doses. O voo fez uma escala em Miami antes de chegar ao aeroporto de Viracopos.

A expectativa é que o governo federal inicie a entrega das doses aos governadores a partir deste sábado (1). Ao longo da semana, mais 650 mil doses do imunizante serão enviadas ao Brasil. No mês de maio, o acordo é de 2,5 milhões doses e até o final de junho, 15 milhões de vacinas Pfizer/BioNTech deverão ser entregues.

O contrato de 100 milhões de doses será cumprido no segundo semestre de 2021. O ministério já negocia novas remessas para 2022.

As geladeiras do Sistema Único de Saúde (SUS), espalhadas por todo o país - incluindo cidades de pequeno porte -, comportam um armazenamento entre 2 a 8º C positivos. As capitais, no entanto, receberam um reforço de geladeiras e conseguirão armazenar entre 15 e 25º C negativos por até 14 dias, cumprindo a recomendação do laboratório.

A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech, conta com um esquema de duas doses e já foi aprovada em 83 países.

No dia 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo da vacina no Brasil, que permite que o imunizante seja comercializado, distribuído e utilizado pela população, tendo sido avaliado a partir de dados robustos dos estudos de qualidade, eficácia e segurança.

Ilustração de vacina contra Covid-19 da Pfizer
Ilustração de vacina contra Covid-19 da Pfizer
Foto: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo (2.dez.2020)