Com novo lote da Coronavac, município do Rio deve zerar fila por 2° dose

40 mil pessoas estão com a imunização contra Covid-19 atrasada na capital fluminense

Cleber Rodrigues e Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro
13 de maio de 2021 às 09:50 | Atualizado 13 de maio de 2021 às 13:05
Vacinação contra a Covid-19 na Marquês de Sapucaí
Vacinação de idosos contra a Covid-19 na Marquês de Sapucaí
Foto: Reprodução/CNN (22.abr.2021)

O município do Rio de Janeiro vai receber nesta quinta-feira (13) cerca de 90 mil doses da Coronavac, quantidade que deve zerar a fila de espera pela 2° dose do imunizante na capital. De acordo com o secretário de Saúde, Daniel Soranz, a nova remessa será aplicada exclusivamente nas pessoas que tomaram a 1° dose da vacina. Ao todo, 40 mil pessoas estão com a imunização atrasada na cidade.

“A gente estava na expectativa, ao longo de toda a semana, para receber novas doses da Coronavac. O Ministério da Saúde recebeu na segunda-feira de manhã, 8h, do Instituto Butantan, a vacina Coronavac e só vai chegar hoje no município do Rio de Janeiro. Então são quatro dias para distribuir a vacina, isso obrigou que a gente transferisse a vacinação da Coronavac, que aconteceria hoje para o grupo de 65 e 64 anos, para amanhã. A gente mantém a vacinação hoje das pessoas acamadas e do grupo de 66 anos. E espera que cheguem 90 mil novas doses, todas para aplicar a segunda dose na cidade do Rio de Janeiro”, disse Daniel Soranz.

Um novo carregamento de vacinas contra o Covid-19 chegou ao Rio na manhã desta quinta-feira (13). São 184 mil doses de CoronaVac e 54.750 mil de Oxford/Astrazeneca que serão distribuídas para todas as cidades. O calendário da aplicação das segundas doses que estava atrasado no Rio, será retomado com o abastecimento.

A capital poderá usar a vacina da Pfizer ou a CoronaVac. E nos outros 91 mil municípios do estado, as grávidas com comorbidade serão vacinadas com a CoronaVac, já que a vacina de Oxford está suspensa em gestantes, após a morte de uma mulher na última segunda, vítima de trombose — o Ministério da Saúde investiga. Cerca de 20 mil doses da Coronavac serão distribuídas para grávidas que moram fora da cidade do Rio. Na capital, a prefeitura vai imunizar as grávidas só com a Pfizer.

“Aqui no município, a gente está priorizando completar a segunda dose das pessoas. Se a gente não completar a segunda dose da Coronavac para todo mundo que tomou a primeira, a gente não vai aplicar novas doses. Além disso, a gente vacina no Rio de Janeiro com a vacina da Pfizer para gestantes. Então, as gestantes, no município do Rio de Janeiro, tomam a vacina da Pfizer”, concluiu Soranz.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o objetivo é garantir as duas doses da vacina para as gestantes com comorbidades nos outros municípios do estado onde não há vacinação com a Pfizer. As grávidas que já receberam a primeira dose da Astrazeneca não devem tomar a segunda dose e terão que aguardar a orientação do Ministério da Saúde.

Vacinação de todos acima de 18 anos até outubro

Na quarta-feira (12), a prefeitura divulgou um calendário de vacinação para pessoas acima de 18 anos. Segundo o planejamento, a população com maioridade deve receber a 1° dose até outubro desse ano. Questionado pela reportagem da CNN se é possível cumprir o cronograma, Soranz afirmou que conta com a regularidade no envio de doses por parte do Ministério da Saúde.

“A programação se baseia em 30 mil doses aplicadas por dia na cidade do Rio de Janeiro, 180 mil doses por semana. A gente espera que o Ministério mantenha regularidade de vacinas e o que já apresentou de planejamento do envio de vacinas, para que a gente possa manter o calendário e dar uma previsão para todas as pessoas que esperam sua data de vacinar”, finalizou o secretário municipal.

Por sua vez, Chieppe informou que um calendário unificado de vacinação no estado é discutido com o conselho de secretários municipais de saúde já que cada município é responsável pela vacinação. A ideia é que o calendário unificado seja implementado em julho.

"É um desejo e a gente começou a materializar esse desejo. Todas as necessidades de cada município estão sendo ouvidas para que a decisão seja tomada em comum acordo com as 92 cidades fluminenses e respeitando as especificidades de cada um", informou Alexandre Chieppe.