Correspondente Médico: Lapsos de memória e irritabilidade; entenda o 'burnout'

No quadro Correspondente Médico, o neurocirurgião Fernando Gomes explica como o excesso de trabalho pode gerar um esgotamento mental e desencadear uma síndrome

Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo
18 de maio de 2021 às 14:10

Na edição desta terça-feira (18) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes analisou uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que demonstra como longas jornadas de trabalho aumentam o número de mortes por doenças cardíacas e derrames.

O estudo aponta que uma pessoa que trabalha mais de 55 horas por semana, em 16 anos, a chance de morte por problemas cardíacos aumenta em 42%, enquanto o risco de morrer em decorrência de um derrame sobe 19%. 

Fernando Gomes também falou sobre como o excesso de trabalho desencadeia problemas mentais, como a 'Síndrome de Burnout': “Representa um esgotamento mental, um esgotamento de energias do próprio corpo, uma vez que se correlaciona toda a sua valorização de existência com a prática da atividade laborativa", explica.

Os sintomas começam a aparecer em diversas esferas: na hora de dormir, nos relacionamentos de trabalho, nas refeições e até mesmo na falha da memória. “Falta de atenção e concentração, dificuldade para se alimentar de uma forma correta são alguns sintomas. A pessoa ou come demais ou de menos ou não sabe escolher o momento adequado ou alimentos para compor o seu próprio prato."

“Os lapsos de memória podem se fazer presente, ou seja, alteração na memória de trabalho e na memória de curto prazo, que é extremamente importante para a rotina." A irritabilidade é intensificada pela síndrome e, de acordo com o neurocirurgião, pode "potencializar conflitos entre as pessoas", inclusive no ambiente de trabalho.