Fiocruz prevê fechar contrato de transferência de tecnologia da vacina em 1º/6

Acordo marcará início da produção nacional dos insumos para vacina contra Covid-19

da CNN*, em São Paulo
27 de maio de 2021 às 12:51 | Atualizado 27 de maio de 2021 às 12:52
Profissional da saúde prepara vacina AstraZeneca-Oxford para aplicação
Profissional da saúde prepara vacina AstraZeneca-Oxford para aplicação
Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters (5.mar.2021)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou nesta quinta-feira (27) que a assinatura do contrato de transferência de tecnologia da vacina de Oxford/AstraZeneca está prevista para acontecer no dia 1º de junho, em Brasília. 

Com esse acordo, a Fundação poderá ter o passo a passo da farmacêutica para desenvolver nacionalmente os ingredientes para o imunizante, dando ao Brasil autonomia na produção da vacina.

Era previsto que esse documento fosse assinado ainda em 2020, mas houve um atraso de ao menos cinco meses.  

A Fundação diz que as negociações atrasaram por ter priorizado o registro emergencial e o definitivo da vacina no Brasil. Os dois documentos tinham mais de 10 mil páginas.

Em paralelo a isso, a equipe cuidou de obras, instalações e recebeu visitas da Anvisa. "O contrato era muito importante, mas no cronograma as outras questões relacionadas à produção imediata da vacina eram mais urgentes", disse à CNN o vice presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger.

Enquanto o contrato não é assinado, a instituição tenta prolongar o contrato com a AstraZeneca de envio de IFAs. A companhia enviará os materiais para a Fiocruz até o mês de junho, o que garante a produção de doses até julho. Para evitar interrupção na produção de a partir do fim do contrato de IFA, a Fiocruz quer garantir mais insumos, numa espécie de prolongamento do atual contrato. 

No melhor dos cenários, prevê-se que a vacina 100% nacional seja entregue ao PNI em outubro. 

(*Com informações de Thayana Araújo e Pedro Duran, da CNN no Rio de Janeiro)