OMS define novos nomes para variantes da Covid-19; brasileira vai chamar 'Gamma'

Mudança nos nomes atuais para letras do alfabeto grego foi recomendada por um grupo de especialistas convocados pela organização

Daniel Fernandes, da CNN, em São Paulo
31 de maio de 2021 às 17:58 | Atualizado 31 de maio de 2021 às 18:03
Novo coronavírus visto no microscópio
Microscópio fotografou a interação do novo coronavírus com as células artificiais do tecido renal de um macaco
Foto: Reprodução

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta segunda-feira (31) que usará letras do alfabeto grego para nomear as variantes da Covid-19 diagnosticadas ao redor do mundo até o momento. Com a alteração, a cepa identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1, passará a se chamar Gamma, por exemplo.

A mudança nos nomes atuais para letras do alfabeto grego foi recomendada por um grupo de especialistas convocados pela organização. Segundo a OMS, a nomenclatura será mais fácil e prática de ser discutida por públicos não científicos e evitará termos que podem ser “estigmatizantes” ao associar um país ou região à doença.

Os nomes científicos das variantes do novo coronavírus ainda existirão, mas deixarão de ser usados pela OMS em seus comunicados. As alterações valem tanto para variantes de interesse como para as de preocupação. 

Veja na tabela abaixo como serão chamadas agora as variantes de preocupação da Covid-19:

Veja na tabela abaixo como serão chamadas agora as variantes de interesse da Covid-19: 

Entenda o que significa cada tipo de variante:

Variantes de interesse

Incluem marcadores genéticos específicos que predizem sua capacidade de afetar a transmissão, o diagnóstico, a terapia ou a resposta aos anticorpos neutralizantes do vírus. Podem exigir ações de saúde pública, incluindo vigilância do vírus, ou investigações epidemiológicas para avaliar a facilidade de transmissão, se causam doenças mais graves, qual a resposta a tratamentos, e se as vacinas atuais oferecem proteção a elas.

Variantes de preocupação

Há evidências de que elas têm maior capacidade de contágio. Essas variantes se manifestam de forma mais grave nos doentes, levando a mais hospitalizações ou mortes, são mais resistentes a tratamentos e vacinas, e têm mais falsos negativos em testes de detecção de diagnóstico.