Imunizar maiores de 12 anos ajuda a conter disseminação do vírus, diz médico

Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas, explica por que autorização da Anvisa para vacina da Pfizer será importante para campanha nacional

Produzido por Renata Souza*, da CNN, em São Paulo
11 de junho de 2021 às 10:46

A autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a vacina da Pfizer seja aplicada em crianças com 12 anos ou mais deve frear a disseminação do coronavírus no Brasil, afirma o infectologista do Instituto Emílio Ribas Jamal Suleiman.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (11), Suleiman lembrou que, nos Estados Unidos, a farmacêutica já tem o aval da agência FDA para imunizar a faixa etária. "Vacinar acima de 12 anos é importante para que a gente proteja uma população que é fundamental na disseminação do vírus", diz o médico.

O especialista do Emílio Ribas destaca que campanhas de imunização visam como objetivo final a proteção da comunidade como um todo, e não de um indivíduo. "Porque isso é uma estratégia para reduzir a circulação do vírus. Imunização é além de um processo de proteção individual, é para a comunidade, pois só faz sentido quando todos estão protegidos."

De acordo com Suleiman, a mortalidade entre crianças e adolescentes por Covid-19 representa, atualmente, 0,3% no Brasil. Como o coronavírus se espalha pelo ar e sofre constantes mutações, o médico diz que a "dinâmica pode mudar" a qualquer momento e, por isso, vacinar esse público ajuda na contenção da pandemia.

"É um passo imenso que está sendo dado. Esperamos que isso ocorra para várias outras plataformas, pois pode ter algumas crianças que não podem receber a vacina A e tem que ter as opções B e C", explica o infectologista.

Ele ainda acrescentou que a liberação para vacinar crianças acima de 12 anos ocorreu somente agora pela baixa gravidade que a Covid-19 representa para elas. "De maneira geral, quando uma doença não afeta prioritariamente aquela determinada faixa etária, a gente começa pela faixa etária mais acometida. Por isso, começou-se o processo de testagem de vacina nas populações mais vulneráveis porque não eram as crianças as mais atingidas."

 

(*sob supervisão de Elis Franco)