Wanderson Oliveira: CPI da Pandemia pressiona farmacêuticas por mais vacinas

À CNN, o secretário de serviços integrados de saúde do STF também falou sobre a importância de se ter um calendário de vacinação contra a doença

Produzido por Layane Serrano e Elis Franco, da CNN em São Paulo
15 de junho de 2021 às 08:15 | Atualizado 15 de junho de 2021 às 09:36

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (15), Wanderson Oliveira, secretário de serviços integrados de saúde do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a CPI da Pandemia está tendo um papel fundamental na aceleração da vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

“Na nossa situação, o papel da CPI talvez seja a explicação mais coerente porque todos os gestores e os próprios fabricantes não querem ser pegos de surpresa, não querem ter sua imagem comprometida com tanta visibilidade com a questão da vacinação”, disse Oliveira.

“É sim um efeito muito mais da CPI do que pela vacinação dos outros países, porque os outros países já estão fazendo a vacinação há muito mais tempo que nós”, completou.

A CPI da Pandemia ouve hoje o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo. Ele deve ser questionado, principalmente, sobre a crise do oxigênio no estado.

Marcellus Campêlo era secretário de Saúde do Amazonas durante a crise do oxigênio que atingiu o estado. No dia 2 de junho de 2021, ele foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sangria, e cinco dias mais tarde pediu exoneração do cargo.

Planejamento

O secretário também falou sobre a importância de se ter um calendário de vacinação contra a doença.

“O governo federal fez uma aquisição de 660 milhões de doses de vacinas para serem entregues até dezembro, só que até o final de setembro, 352 milhões de doses deverão ser entregues. Pode ser que tenha atraso de algum lote, mas é preciso que o governo federal, os estados e municípios estabeleçam uma agenda mais realista para não ficarem tão dependentes de cada entrega. É possível sim planejar e os estados que estão fazendo isso estão fazendo corretamente.”

O governo de São Paulo, por exemplo, anunciou no domingo (13), que até 15 de setembro todos os adultos sem comorbidades residentes do estado estarão vacinados com ao menos uma dose da vacinação contra Covid-19. 

Segundo João Doria (PSDB), se encaixam no perfil adultos sem comorbidades com idades entre 18 a 59 anos - já que a população idosa, acima dos 60 anos, já foi contemplada na imunização - residentes em qualquer cidade do estado, incluindo estrangeiros.