Gabbardo: Governo de SP vai anunciar novo calendário de vacinação nesta sexta

À CNN, o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 falou também sobre a possibilidade de diminuir o intervalo da aplicação de doses

Produzido por Juliana Alves, da CNN em São Paulo
08 de julho de 2021 às 07:55

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (8), João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19, afirmou que o governo de São Paulo vai anunciar um novo calendário de vacinação contra a Covid-19 no estado já nesta sexta-feira (9). 

Ele disse também quando será possível vacinar todos os adultos acima de 18 anos com a primeira dose após a chegada das quatro milhões de doses extras da Coronavac.

"Nossa expectativa era ter a primeira dose [completa] até o dia 15 de agosto. Nós vamos antecipar, mas esses cálculos estão sendo feitos e eles deverão ser anunciados na sexta-feira. E é possível que tenhamos algumas modificações até mais relevantes do que essa, com a possibilidade de dispor de mais quatro milhões de doses. Faremos avaliações hoje e é bem provável que nós vamos ter novidades bastante positivas para São Paulo", disse Gabbardo. O governo inicialmente divulgaria um novo calendário no domingo, 11.

Durante a entrevista, o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 falou também sobre a possibilidade de diminuir o intervalo da aplicação de doses para acelerar a imunização da população. Gabbardo afirmou ter uma certa resistência na aprovação dessa tese.

“A gente deve avaliar que a antecipação da segunda dose vai significar um atraso na primeira dose de algumas pessoas. Isso porque como o número de vacinas que temos é limitado, a antecipação para um grupo que já tem a primeira dose e está aguardando a segunda, vai significar um atraso de uma parte da população que está aguardando a primeira dose”, argumentou.

“Eu vou defender a tese de que nós não devemos fazer essa antecipação, devemos manter o calendário como está. No meu entendimento é melhor ter uma base de pessoas imunizadas com a primeira dose maior do que ter uma parte da população imunizada com as duas em detrimento desse atraso que vá correr nos demais.”