AM: números da Covid são positivos, mas guerra não está ganha, diz virologista

À CNN, Felipe Naveca disse que a vacinação e parcela da população exposta ao vírus contribuíram para a queda de 88% nas mortes

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo; com produção de Alessandra Ferreira, da CNN, em São Paulo
12 de julho de 2021 às 10:39
Vacinação de jovens no Amazonas (10,Jul.2021)
Vacinação de jovens no Amazonas (10.jul.2021)
Foto: Reprodução/CNN

A queda de 88% no número de mortes por Covid-19 no Amazonas entre janeiro e junho deste ano ocorreu por dois fatores, segundo o virologista e pesquisador da Fiocruz Amazonas, Felipe Naveca, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (12).

“A vacinação está refletindo [na redução], que aconteceu primeiro para os grupos prioritários e mais vulneráveis. Um outro fator é que o Amazonas passou por duas ondas grandes da Covid-19, com uma boa parcela da população exposta ao vírus”, explicou.

Naveca, no entanto, disse que não é possível descartar a possibilidade de uma terceira onda, apesar do avanço da vacinação diminuir o risco. 

“Temos o avanço da variante Delta, detectamos mutações na variante Gama, originária em Manaus, ainda não se sabe qual vai ser a consequência disso.” Ele destaca que os “números até agora são favoráveis”, mas “não se pode achar que a guerra está ganha ainda.”

A redução nos números da pandemia, de acordo com o virologista, deve ser observada em outros estados: “O Amazonas por duas vezes mostrou o que ia acontecer no Brasil, no final do ano passado e início deste ano, mas ainda estamos com uma vacinação muito baixa para nos dar proteção de maneira coletiva.”

Neste momento, portanto, ele fez um alerta para que os cuidados sanitários sejam mantidos: “Tem que diminuir a transmissão do vírus, tanto por vacinação, quanto por medidas de distanciamento e uso de máscara, evitar aglomerações.”