356 mil mortes no mundo em 2019 foram relacionadas ao calor, aponta estudo

Pesquisa foi publicada nesta semana pela revista científica inglesa The Lancet

Produzido por Juliana Alves, da CNN, em São Paulo

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Uma pesquisa publicada nesta semana pela revista científica inglesa The Lancet aponta que foram registradas 356 mil mortes relacionadas ao calor em todo o mundo em 2019. 

Segundo o estudo, algumas medidas simples e individuais podem colaborar para o resfriamento acessível do planeta, e, consequentemente, diminuir esses números.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (20), o professor de patologia da faculdade de medicina da USP (Universidade de São Paulo), Paulo Saldiva, explicou que para evitar prejudicar a saúde no calor intenso é preciso se hidratar bastante, ou seja, beber muita água ao longo do dia, e estar preparado para “descascar a cebola” — sair com roupas adequadas, uma vez que pela manhã a temperatura costuma ser mais gelada, e durante o dia, mais quente. 

“Essas ondas de calor, por vezes, tiram as populações de zonas de conforto térmico, e consequentemente, aquelas pessoas que já têm algum tipo de doença crônica, os mais idosos, e os que têm alterações do sistema que controla a temperatura corpórea, podem adoecer e até morrer”, disse ele.

Do ponto de vista de mudança de hábito, falou o especialista, é preciso adotar medidas como diminuir o consumo de água e reduzir a intensidade e a dependência do transporte individual. “Isso contribui para a diminuição de gases do efeito estufa”, afirmou. 

No caso do Brasil, completou Saldiva, além das ações citadas acima, a população deve preservar e evitar o desmatamento ilegal é essencial. “Grande parte das nossas emissões é derivada da queima de florestas.”

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