7 cuidados básicos que ajudam a prevenir a gripe comum

Medidas de prevenção contra a gripe são as mesmas utilizadas para evitar o contágio pela Covid-19

Higienização das mãos com água e sabão é eficaz no combate à gripe e à Covid-19
Higienização das mãos com água e sabão é eficaz no combate à gripe e à Covid-19 Fran Jacquier/Unsplash

Lucas Rochada CNN*

em São Paulo

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Pelo menos quatro cidades do Rio de Janeiro registraram um aumento de casos de síndrome gripal nas últimas três semanas, segundo um levantamento feito pela CNN. Na capital fluminense, 21 mil pessoas foram diagnosticadas com influenza A (H3N2) neste período.

De acordo com pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que realizam o monitoramento do vírus no Brasil, as linhagens em circulação tem se mostrado semelhantes às que circularam nos outros países e estão contempladas na vacina que será aplicada em 2022 no hemisfério Sul.

O H3N2 é um subtipo do vírus influenza A. “Não se trata de um vírus novo, o H3N2 infecta humanos desde 1968 e tem circulado de modo preponderante desde 2015 no Brasil e no mundo”, afirmou o virologista Fernando Motta, da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

De acordo com o pesquisador, o aumento no número de casos de gripe pode estar associado ao relaxamento das medidas de prevenção contra a Covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento social.

As medidas de prevenção contra a gripe comum são as mesmas utilizadas para evitar o contágio pela Covid-19:

  • utilização de máscaras
  • higienização das mãos com água e sabão
  • uso de álcool em gel
  • manter os ambientes ventilados
  • não tocar os olhos e a boca constantemente
  • evitar aglomerações e locais fechados
  • aderir à vacinação contra a gripe

Diferentes tipos de vírus da gripe

Existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C – os dois primeiros são responsáveis por epidemias sazonais em várias regiões do mundo, com circulação predominantemente no inverno e, o último, causador de infecções mais brandas. O tipo A é classificado em subtipos, como o A(H1N1) e o A(H3N2).

“Todos os anos, as epidemias são provocadas por variantes de três vírus principais, que circulam na população humana, sendo dois do tipo A: influenza A(H1N1)pdm09 e A(H3N2), e de influenza B, que não tem subtipos, mas sim duas linhagens: Victoria e Yagamata”, explica a pesquisadora Paola Resende, da Fiocruz.

De acordo com a pesquisadora, embora haja diferenças genéticas, todos os tipos de vírus influenza podem provocar os mesmos sintomas, como febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadiga.

O virologista Fernando Motta, da Fiocruz, explica que a circulação dos vírus da gripe varia de um ano para o outro. Segundo ele, a vacinação é a principal forma de evitar o desenvolvimento de casos mais graves da doença.

“As vacinas são atualizadas para cada epidemia, e mesmo que apenas um componente seja alterado é importante renovar a vacinação. Outro aspecto desejado é o efeito provocado pela nova vacina, que reforça as defesas ativadas no ano anterior”, disse.

Em setembro, o Ministério da Saúde suspendeu o intervalo de aplicação entre as vacinas da gripe e da Covid-19, com o objetivo de facilitar a adesão da população às duas campanhas de imunização.

*Com informações de Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro

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