Amigos dos rins: veja quais são as melhores práticas para evitar doenças

Adoção de hábitos saudáveis e controle de fatores de risco são essenciais para prevenir a Doença Renal Crônica (DRC)

Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

A manutenção da saúde renal depende diretamente do estilo de vida e do controle de condições que são conhecidas como os maiores inimigos dos rins: diabetes e hipertensão.

Os rins desempenham o papel vital de filtrar cerca de 1.700 litros de sangue por dia, eliminando toxinas e equilibrando o meio interno do organismo.

Veja também: Afinal a cerveja faz bem ou mal para os rins? Entenda mito popular

Hábitos preventivos

Especialistas recomendam a ingestão de ao menos dois litros de água diariamente para garantir a função de filtragem.

Além da hidratação, a prática regular de exercícios físicos e uma dieta equilibrada são fundamentais para evitar a obesidade, fator que sobrecarrega os órgãos.

Hábitos essenciais para evitar doenças

  1. Beber água: Consumir ao menos dois litros diários facilita a filtragem e evita o acúmulo de substâncias indesejadas.
  2. Controlar o peso: Evitar o excesso de gordura corporal reduz a sobrecarga nos órgãos.
  3. Dieta equilibrada: Diminuir o consumo de sal e açúcar previne doenças que danificam os vasos sanguíneos renais.
  4. Exercícios físicos: Praticar atividades regularmente combate o sedentarismo e a obesidade.
  5. Evitar a automedicação: O uso frequente de anti-inflamatórios pode ser tóxico e comprometer a função renal.

Quais são os sinais silenciosos de problemas nos rins?

As doenças renais são frequentemente classificadas como "silenciosas" porque, em seus estágios iniciais, costumam ser assintomáticas.

Isso significa que o paciente pode sofrer uma perda progressiva da função renal sem perceber sinais óbvios de que os órgãos estão sobrecarregados.

Sinais de alerta

Embora a evolução seja discreta, alguns sintomas físicos podem surgir e indicar a necessidade de uma avaliação diagnóstica:

  • Inchaço (edema) em pernas, pés, mãos ou rosto.
  • Fadiga, mal-estar e cansaço persistente.
  • Aumento da pressão arterial.
  • Presença de espuma na urina ou coloração avermelhada (sangue).

A importância do diagnóstico

Como a ausência de sintomas é a regra na fase inicial, a identificação precoce depende de exames laboratoriais, especificamente a dosagem de creatinina no sanguee a análise de urina.

Especialistas recomendam que pessoas em grupos de risco — como diabéticos, hipertensos e obesos — realizem esses testes anualmente para evitar a progressão para quadros graves, como a insuficiência renal irreversível.