Anvisa suspende temporariamente autorização do medicamento Evusheld para Covid-19

Dados apresentados pela fabricante demostraram queda significativa na atividade do fármaco contra as variantes de preocupação do coronavírus em circulação no país

Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente a autorização de uso emergencial do medicamento Evusheld para a Covid-19.

O medicamento, que reúne dois compostos, tixagevimabe e cilgavimabe, recebeu autorização da agência em fevereiro de 2022, com indicação de uso na profilaxia pré-exposição e tratamento de casos leves a moderados de Covid-19, para pacientes que possuem alto risco de progressão e agravamento da doença.

No entanto, segundo a Anvisa, dados apresentados pela fabricante demostraram queda significativa na atividade do fármaco contra as variantes de preocupação do coronavírus em circulação no país.

Dados de eficácia

Atualmente, a variante Ômicron e suas subvariantes são predominantes no Brasil, apresentando recentemente uma prevalência de 77% para a BQ.1 e 15% para a BA.5.

Após a avaliação dos dados, a diretoria colegiada da agência decidiu, por unanimidade, suspender temporariamente a autorização de uso emergencial do medicamento, até que sejam apresentados dados que comprovem a sua eficácia contra as variantes do vírus em circulação no país.

O pedido de uso emergencial foi apresentado pela empresa AstraZeneca, no dia 17 de dezembro de 2021. Segundo a Anvisa, a empresa deve comunicar aos profissionais de saúde sobre a ineficácia do medicamentos contra as variantes em circulação do SARS-CoV-2. Os lotes do medicamento disponíveis no país devem ser utilizados somente em casos de pacientes infectados por variantes suscetíveis ao produto.