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    Após infecção de aves, funcionários de parque no ES têm resultado negativo para gripe aviária, diz Saúde

    Dentre os 33 funcionários, apenas um estava em observação como caso suspeito para a doença, por apresentar sintomas gripais ao longo da semana

    Da CNNda CNN

    São Paulo

    O Ministério da Saúde informou neste sábado (20) que todos funcionários do Parque da Fazendinha, no Espírito Santo, tiveram resultado negativo para gripe aviária. O local havia registrado casos da doença em aves.

    Dentre os 33 funcionários, apenas um estava em observação como caso suspeito para a doença, por apresentar sintomas gripais ao longo da semana.

    “O resultado divulgado hoje informa que o caso suspeito teve resultado laboratorial negativo para todos os alvos testados – ou seja, foi descartado para Influenza Aviária (H5N1)”, diz a nota.

    As amostras foram analisadas pelo laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, após encaminhamento do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Espírito Santo.

    Houve outros três pacientes sintomáticos notificados no Espírito Santo — um deles já foi descartado, dois tiveram amostras coletadas e aguardam resultado. Segundo protocolo de vigilância, os pacientes foram isolados e monitorados pelas equipes de saúde.

    Sobre a gripe aviária

    A gripe aviária, uma doença que afeta principalmente as aves, é causada por um vírus influenza da família Orthomyxoviridae. De acordo com seu subtipo, pode ser classificado como de alta ou baixa capacidade de provocar doença – conceito conhecido tecnicamente como patogenicidade. Assim, o vírus pode apresentar diferentes sintomas nas aves infectadas.

    De acordo com a OMS, o Vírus da Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (LPAIV, em inglês) pode causar uma doença leve, muitas vezes despercebida ou sem sintomas. Já o Vírus da Influenza Aviária Altamente Patogênico (HPAIV) causado pelos subtipos (H5 e H7) do tipo A, causa doenças graves em aves e pode se espalhar rapidamente, resultando em altas taxas de mortalidade em diferentes espécies aviárias.

    A forma mais comum de o vírus entrar em um território é através de aves selvagens migratórias. A maioria dos vírus influenza circulantes em aves não é capaz de infectar humanos. No entanto, algumas cepas com essa capacidade representam uma ameaça à saúde pública.

    O principal fator de risco é a exposição direta ou indireta a animais infectados, ou ambientes e superfícies contaminados. Depenar, manusear carcaças de aves infectadas e preparar aves para consumo, especialmente em ambientes domésticos, também podem ser fatores relacionados à transmissão.

    Quando a gripe aviária é transmitida aos seres humanos, os sintomas podem variar de infecção leve, com febre e tosse, a pneumonia grave associada à dificuldade para respirar e risco de morte, dependendo de fatores relacionados ao vírus e ao hospedeiro. Raramente, sintomas gastrointestinais ou neurológicos foram relatados, segundo a OMS.

    Como outros vírus de influenza aviária, o H5N1 possui as aves silvestres aquáticas como reservatórios naturais. Nesse contexto, ele é capaz de se multiplicar bem em outras aves. A infecção tem sido associada a um alto índice de mortalidade entre as aves, principalmente entre animais de granjas, provocando grandes prejuízos à pecuária.

    “Várias notificações de altas mortalidades de aves silvestres estão sendo observadas em todo o mundo. Porém, algumas espécies não apresentam sinais clínicos e são capazes de disseminar, ou excretar, altas cargas virais no ambiente. O vírus H5N1 já foi encontrado em mais de 160 espécies de aves silvestres diferentes”, detalha Helena Lage Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) e professora da Universidade de São Paulo (USP).