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    Após retomada de estudos, AstraZeneca pede a ampliação de voluntários no Brasil

    Uma criteriosa análise constatou que não houve relação entre a reação adversa grave da paciente do Reino Unido e a vacina

    Kenzô Machida, da CNN, em Brasília

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    A farmacêutica AstraZeneca quer ampliar o número de voluntários testados no Brasil. Segundo a CNN apurou, a farmacêutica já fez o pedido para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pretende passar de 5 mil para 10 mil pessoas a serem testadas na fase 3 da vacina em todo o país.

    Além do número de voluntários, a empresa quer ampliar a aplicação dos estudos para outros dois estados no país. As fontes, porém, não informaram quais.

    Atualmente, a AstraZeneca está autorizada pela Anvisa a realizar os estudos em 5 mil voluntários nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A expectativa é que a aprovação da ampliação dos testes pela agência saia ainda nesta semana.

    Os testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida por pesquisadores de Oxford e do laboratório AstraZeneca foram retomados nesta segunda-feira (14). No sábado, a farmacêutica anunciou a retomada dos estudos no Reino Unido.

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    De acordo com relatos feitos à CNN, após uma criteriosa análise, ficou constatado que não houve relação da reação adversa grave da paciente do Reino Unido com a vacina. Durante o período em que os estudos foram interrompidos em todo o mundo, o Comitê Internacional de Pesquisadores e as agências de vigilância sanitárias inglesa e brasileira avaliaram o histórico de doenças da voluntária e sua predisposição para desenvolver doenças neurológicas.

    Segundo um integrante do governo ouvido pela CNN, a paralisação dos testes foi um procedimento regular e considerado normal dentro do processo de validação de uma nova vacina. Ainda de acordo com esse técnico, “quando algum evento adverso importante surge, ocorre a parada. Após a análise e a apresentação dos dados do estudo mostrando segurança, a fase clínica continua”.

    Com a retomada dos estudos, o governo brasileiro segue apostando na vacina de Oxford como a mais promissora.  “De todas as vacinas em fase 3, a de Oxford é a que está em fase mais avançada de pesquisa. A FioCruz já assinou um contrato com a AstraZeneca, mas o governo continua acompanhado o desenvolvimento de todas as vacinas”, diz um integrante do governo.

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