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    Atendimento rápido em casos de AVC pode ajudar na reversão de quadro clínico

    Acidente Vascular Cerebral é a segunda maior causa de mortes no Brasil, com cerca de 100 mil registros por ano

    Fabrizio NeitzkeVictória Cócoloda CNN

    Em São Paulo

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    Na edição desta quarta-feira (16) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes conversou sobre os diferentes tipos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) após a morte do jornalista Arnaldo Jabor por complicações de um derrame.

    Jabor, de 81 anos, morreu na terça-feira (15) em São Paulo. Ele havia sofrido um AVC em dezembro do ano passado e, desde então, estava internado no hospital Sírio-Libanês, na região central da capital paulista.

    Fernando Gomes explicou que o AVC pode ocorrer de duas formas diferentes, embora a origem seja igual: o bloqueio ou a ruptura de pelo menos um dos quatro vasos que levam sangue ao cérebro. No caso de bloqueio, ocorre o chamado AVC isquêmico, responsável por 80% dos casos; quando há ruptura, acontece o AVC hemorrágico – que também provoca um aumento súbito da pressão craniana.

    O neurocirurgião afirmou que, embora sejam diferentes, não é possível definir o tipo mais grave de derrame. “Os vasos sanguíneos funcionam como avenidas, uma grande estrada trazendo muitos nutrientes [para o cérebro]. Se tenho a obstrução súbita de um desses, vou ter um território muito maior sendo prejudicado.”

    “Se a obstrução ocorre na pontinha do vaso, apenas aquela região que sofreu acaba sendo danificada. Mas quando falamos do cérebro, que acaba tendo uma importância muito grande da vida, dependendo da região, se for muito estratégica, mesmo sendo pequena, a pessoa pode ficar em coma e até evoluir para o óbito”, disse.

    Desta forma, a ocorrência de “pequenos AVCs” pode passar quase que despercebida no corpo humano até a chegada da terceira idade, onde surge a demência cérebro-vascular. Obstruções maiores, por outro lado, podem causar imediatamente problemas neurológicos que resultam em problemas na coordenação motora e alterações no nível de consciência.

    A aparição dos sintomas também pode ajudar na indicação de qual vaso sanguíneo teve o funcionamento alterado, embora a confirmação total venha apenas através da realização de exames como a radiografia ou a ressonância magnética. “Se uma pessoa chega no pronto-socorro, imaginamos que a artéria cerebral esquerda tenha sido comprometida”, disse o médico.

    Gomes destacou uma das formas de identificar um AVC em curso, através de uma técnica conhecida como “sigla SAMU”. A letra “S” vem da palavra “sorrir”, uma forma de observar a capacidade de movimentação no rosto do paciente. “A”, de “andar” e “abraçar”, ajuda na avaliação da força motora dos dois lados do corpo.

    “M”, de “música”, auxilia na compreensão do entendimento e capacidade de expressão verbal. Já a letra “U” tem origem em “urgência” e indica a necessidade de ligar para um serviço de emergência – “para que esse indivíduo seja atendido de forma rápida para conseguir a reversão do quadro o mais rápido possível”, finalizou.

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