AVC: entenda doença que fez youtuber Pirulla perder parte dos movimentos

Criador de conteúdo precisou se afastar por um ano do Youtube; ele ainda tenta se recuperar das sequelas deixadas pelo AVC isquêmico grave

Yasmin Silvestre, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico grave, o youtuber e biólogo Paulo Miranda Nascimento, conhecido como Pirulla, retornou ao seu canal do YouTube, no último domingo (11), para atualizar os fãs sobre seu estado de saúde.

O criador de conteúdo atravessou um período crítico em maio de 2025, quando chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele ficou internado no hospital por pelo menos dois meses.

Na gravação, Pirulla explica que teve parte do corpo paralisada, necessitando de uma cadeira de rodas para se locomover. Além disso, precisou realizar fisioterapia para conseguir andar, já que não sentia uma de suas pernas. Segundo o biólogo, ele também perdeu completamente os movimentos da mão direita.  "Eu sobrevivi. Foi um sopro", disse ele.

Com dificuldade para formular frases e palavras, o youtuber conta que, além da fisioterapia, atualmente passa por aulas de fono, escrita e leitura para reforçar a capacidade intelectual.

Mas, afinal, o que é um AVC?

O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando uma paralisia da área cerebral.

Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes:

  • AVC hemorrágico: Ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
  • AVC isquêmico: Ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.
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O Brasil é um dos países com a maior população afetada por AVC no mundo, segundo dados da SBAV (Sociedade Brasileira de AVC). No país, a doença se tornou uma das principais causa de mortes, ultrapassando a média global.

Segundo a associação, entre janeiro e março de 2026, o total de mortes por AVC foi de 20.461, o que representa cerca de 229 por mês, ou seja, 9 mortes a cada uma hora pela doença.

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Segundo o neurocirurgião, fatores comportamentais são relevantes para o diagnóstico da doença, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, consumo frequente de álcool.

Por outro lado, doenças cardíacas, hipertensão, idade e histórico familiar também podem influenciar.

"A melhor estratégia é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso envolve acompanhar regularmente a pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e tratar corretamente doenças cardíacas e outras condições de saúde", finaliza o médico.