BioNTech, parceira da Pfizer, diz que vacina deverá funcionar contra Ômicron

Resultados sobre a eficácia, no entanto, serão revelados em duas semanas

Laboratório de produção de vacina contra Covid-19 da BioNTech em Marburg, Alemanha
Laboratório de produção de vacina contra Covid-19 da BioNTech em Marburg, Alemanha 27/03/2021 REUTERS/Kai Pfaffenbach

Kaluan Bernardoda CNN*

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A vacina da BioNTech e da Pfizer contra Covid-19 provavelmente oferecerá proteção contra qualquer doença grave da variante Ômicron, disse o presidente-executivo da BioNTech à Reuters.

A declaração foi dada enquanto a empresa avalia a necessidade de atualizar sua vacina.

Os testes de laboratório estão em andamento e, espera-se que nas próximas duas semanas tenham resultados para saber se modificações serão necessárias.

“Achamos que é provável que as pessoas tenham proteção substancial contra doenças graves causadas pela Ômicron”, disse o CEO e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin.

Por grave, ele considerou quando a Covid-19 requer internação hospitalar ou tratamento intensivo.

Sahin, no entanto, acredita que possivelmente as vacinas não terão a mesma proteção contra versões leves e moderadas da Covid-19 causada pela Ômicron. Ele disse ainda que doses de reforço também poderão ajudar a evitar casos graves da Ômicron.

“Para mim, não há motivo para preocupação especial. A única coisa que me preocupa no momento é o fato de que há pessoas que não foram vacinadas”, acrescentou.

Sahin disse que os anticorpos produzidos pela vacinação podem ter dificuldade de combater a nova variante do vírus, mas que as células T foram desenvolvidas para reconhecer as proteínas spike do Ômicron, que permanecem inalteradas.

Enquanto os anticorpos se ligam aos vírus diretamente e evitam infecções, as células T de longa duração atacam as células que já foram sequestradas pelo vírus, evitando a replicação viral e doenças graves.

Sahin disse que ainda espera que um lançamento no mercado da vacina atualizada, com um lote inicial de 25-50 milhões de doses leve cerca de 100 dias, desde que os reguladores aprovem.

Com informações da Reuters

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