Brasil é prioridade igual outros países, diz vice-diretor da Opas sobre vacinas

Jardas Brabosa, da Organização Pan-Americana de Saúde, disse que brasileiros receberão entre 10 e 14 milhões de doses de imunizantes do Covax no 1º semestre

Produzido por Vinícius Tadeu, da CNN em São Paulo

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O vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, disse em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (4), que o Brasil deve receber, por meio do consórcio Covax, até 14 milhões de doses de vacina contra o coronavírus de Oxford/AstraZeneca no primeiro semestre deste ano. 

De acordo com o sanitarista e epidemiologista, todos os países que fazem parte do consórcio internacional de compartilhamento de imunizantes vão receber em média, nos primeiros seis meses do ano, vacinas da AstraZeneca para vacinar 3,3% da população. 

“O Brasil é prioridade igual a todos os países que participam do consórcio. O objetivo desse consórcio, que hoje reúne mais de 190 países, é, em primeiro lugar, garantir o acesso equitativo às vacinas. Graças a ele, 92 países pobres do mundo vão ter acesso de graça à vacina, graças a doações que foram conseguidas de governos de países ricos e doadores públicos e privados. Os outros países que participam, entre eles o Brasil, participam pagando pelas vacinas, mas pagam um preço melhor, muitas vezes, do que nos acordos bilaterais que estão realizando”, explicou o vice-diretor da Opas, braço da Organização Mundial da Saúde.

“E, à medida que nós vamos fechando o acordo com fabricantes, e que eles têm uma autorização da OMS [Organização Mundial da Saúde] para serem utilizados, nós vamos começar a distribuição de maneira equitativa.”

Segundo Jarbas, na sexta-feira (29), todos os países receberam a carta do Covax com a primeira programação de entrega de vacinas da AstraZeneca — cerca de 360 milhões de imunizantes ao todo.

“Todos os países vão receber em média, nesse primeiro semestre, deste produtor somente, vacina para vacinar 3,3% da população. O Brasil vai receber no mínimo 10 milhões e no máximo 14 milhões de doses no primeiro semestre somente. Até o final do ano, a gente espera entregar ao Brasil as 42 milhões de doses que o país solicitou.” 

O vice-diretor da Opas falou ainda que além da AstraZeneca, o consórcio tem acordo firmado com outros produtores, como a Pfizer, Janssen, e Novavax. “Dois produtores chineses se ofereceram para participar do consórcio, e a OMS já enviou uma equipe para fazer a inspeção nas fábricas.”

 

(Publicado por: André Rigue)

 

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