Brasil registra mais 16 mil casos e 363 mortes por Covid-19 em 24 horas

O baixo índice se justifica pelo fato de laboratórios e Secretarias Estaduais de Saúde não repassarem dados ao Ministério da Saúde nos finais de se

Ato de profissionais da saúde em homenagem a colegas mortos pela Covid-19 em Manaus
Ato de profissionais da saúde em homenagem a colegas mortos pela Covid-19 em Manaus Foto: Bruno Kelly - 16.mai.2020/Reuters

Sinara Peixoto, da CNN em São Paulo

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O Ministério da Saúde registrou neste domingo (20) 16.389 casos e 363 mortes por Covid-19. Ao todo, o Brasil soma 4.544.629 diagnósticos e 136.895 vítimas fatais da doença causada pelo novo coronavírus. 

Os números estão bem abaixo da média registrada nas últimas semanas, de cerca de 815 mortes e 31 mil casos confirmados diariamente. O baixo índice se justifica, no entanto, pelo fato de laboratórios e Secretarias Estaduais de Saúde não repassarem dados ao Ministério da Saúde nos finais de semana.

O boletim nacional inclui as confirmações desde a tarde do dia anterior, independentemente da data em que o exame tenha sido coletado. Há análises que demoram dias ou semanas para serem concluídas.

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Memorial no Rio

Para além de quase 140 mil mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil, a pandemia também deixou marcas emocionais e psicológicas para quem perdeu entes queridos e não pode realizar cerimônias fúnebres de despedida.

Neste contexto, a arquiteta Crisa Santos criou um monumento para todos aqueles que não tiveram direito aos ritos fúnebres. A obra, batizada de Memorial In-finito, foi inaugurada neste domingo (20) e é o primeiro memorial físico dedicado às vítimas da Covid-19 no Brasil.

Localizada no Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, a abertura do memorial faz parte das celebrações do movimento O Mundo Unido Pela Vida, realizado em mais de 30 países.

Projeção do escritório Crisa Santos Arquitetos mostra Memorial In-finito no Cemi
Projeção do escritório Crisa Santos Arquitetos mostra Memorial In-finito no Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução/Crisa Santos Arquitetura

A ideia veio de uma peregrinação realizada pela arquiteta durante o pico da pandemia no Brasil. Ela estava em busca de histórias que pudessem fundamentar suas pesquisas no campo da neuroarquitetura. A concepção da obra envolveu cerca de 50 profissionais de várias áreas de atuação e diferentes locais do país.

O objetivo com o memorial é que as famílias possam fazer parte do monumento, deixando ali os nomes de seus entes queridos. Para isso, devem apresentar a certidão de óbito, com a causa da morte sendo Covid-19, e pagar uma taxa de R$ 125. O administrador do cemitério, Alberto Brenner Júnior, afirma que o memorial homenageia todas as famílias fluminenses, independentemente de onde seus entes foram sepultados. “Vamos acolher todas as pessoas que quiserem conhecer a obra e também fazer parte dela.”

A escultura é feita de aço oxidado, com 39 metros de altura, 2,7 toneladas e tem estética fluida, em referência à eternidade. Além da peça principal, o memorial conta com bancos e passagens. “A idealização da obra a céu aberto foi para oferecer um local em que os visitantes possam meditar e se conectar com quem partiu. Isso ajuda a ressignificar a morte, especialmente na pandemia, que inviabilizou as despedidas”, explica a arquiteta.

 

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