Brasil registra primeiro caso de preso com COVID-19, diz Moro

Moro ponderou, no entanto, que o Brasil não enfrenta um quadro generalizado de infectados dentro dos seus presídios

O ministro Sergio Moro
O ministro Sergio Moro Foto: Marcelo Camargo - 14.fev.2020/Agência Brasil

Teo Cury, da CNN em Brasília

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta quarta-feira (8) que o ministério recebeu hoje a confirmação do primeiro caso de um preso contaminado pelo novo coronavírus dentro do sistema penitenciário brasileiro. 

De acordo com Moro, o caso foi registrado no Pará e o infectado é um preso que estava em regime semiaberto e que sentiu os sintomas ao voltar para o presídio. 

Moro ponderou, no entanto, que o Brasil não enfrenta um quadro generalizado de infectados dentro dos seus presídios. 

O ministro deu a informação durante uma transmissão ao vivo no Instagram com a juíza Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. 

“Hoje veio a notícia do primeiro preso infectado que foi identificado no Pará. Isso porque ele era um preso no semiaberto, saiu temporariamente e voltou. Começou a apresentar sintomas, fez um teste e hoje confirmou a infecção. Mas é o único caso conhecido, pelo menos até o momento”, disse o ministro. 

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) tem monitorado diariamente a evolução da pandemia nos presídios do país. Em seu site, há um painel que vem sendo atualizado todos os dias com a autodeclaração dos gestores prisionais. 

O painel informa quais penitenciárias suspenderam visitas, medidas tomadas para prevenção nos estados e quais presídios possuem suspeitos e diagnosticados com a doença. 

De acordo com o painel, há 115 casos suspeitos do novo coronavírus nos presídios do país e apenas uma confirmação. 

O site mostra que o Centro de Progressão Penitenciário de Belém, no Pará — onde foi confirmado o primeiro caso de preso com o novo coronavírus —, adotou, entre outras medidas, assepsia diária das celas, suspensão de visitas a presos, suspensão de saídas temporárias, isolamento de presos maiores de 60 anos ou com doenças crônicas e uso de máscaras.

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