Brasil tem 359 mortes por coronavírus e 9.056 casos confirmados

São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará são os estados com os maiores números de óbitos

Guilherme Venaglia

Da CNN, em São Paulo

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O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (3) que o Brasil registra 359 mortes provocadas pelo novo coronavírus. Ao todo, segundo a pasta, são 9.056 casos confirmados da COVID-19 no país.

No balanço da quinta-feira (2), eram 299 mortes e 7.910 casos confirmados. Com 1.146 casos a mais, o novo boletim é o que traz o maior aumento diário em números absolutos, mantendo a média em torno de mil casos novos por dia que vem desde o relatório de terça-feira (31).

Os óbitos estão concentrados em São Paulo (219), Rio de Janeiro (47) e Ceará (22). Estes também são os três estados com o maior número de casos confirmados: são 4.048 em São Paulo, 1.074 no Rio de Janeiro e 627 no Ceará.

Chama a atenção também o Distrito Federal, que tem 402 casos, mas é o que tem a maior incidência proporcional de casos por número de habitantes: segundo o Ministério da Saúde, 13,2 casos de COVID-19 a cada 100.000 habitantes. É uma incidência três vezes maior do que a média brasileira (4,3).

Até este momento, apenas os estados do Acre, Amapá, Roraima e Tocantins ainda não registram óbito por COVID-19.

Boletim do novo coronavírus no Brasil em 03/04, segundo o Ministério da Saúde
Boletim do novo coronavírus no Brasil em 03/04, segundo o Ministério da Saúde
Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Primeira morte

O governou corrigiu também a informação de que a primeira morte por COVID-19 no Brasil teria acontecido em 23 de janeiro. Na verdade, foi em 25 de março. A pasta havia informado nesta quinta (2) que a primeira morte havia ocorrido no estado de Minas Gerais, dois meses antes da confirmação do primeiro caso da doença no país.

De acordo com Mandetta, houve um erro de notificação por parte da secretaria estadual de Minas Gerais. Mandetta afirmou que, no entanto, não é possível descartar que tenham acontecido casos de COVID-19 no Brasil antes do que se sabe oficialmente.

Ele levantou ponderações sobre a forma como a China divulgou a incidência da doença no país, apontando riscos proveniventes da falta de uma imprensa livre no país asiático. O ministro colocou sob dúvida alguns dos relatos que o governo chinês fez sobre os casos em comparação com a intensa disseminação do novo coronavírus em países ocidentais, como Itália e Estados Unidos.

“Se esse vírus provocou essa derrubada dos sistemas de saúde ocidentais, então ele não é um vírus pesado e demorado como a China divulgou. Ele é um vírus muito competente na disseminação”, disse.

Mandetta afirmou que os norte-americanos devem entrar “na fase mais dramática” a partir de segunda-feira (6), sendo obrigados a escolher quais pacientes terão ou não atendimento em saúde e direcionamento de equipamentos.

Vítimas fatais

O novo boletim manteve as proporções apresentadas nos últimos dias, com acima de 80% dos casos de morte acima dos 60 anos e com comorbidades. Ao todo, 286 dos 359 óbitos confirmados já foram analisados pelo ministério.

Destes, 242 (85%) possuem mais de 60 anos. Entre as comorbidades, a mais comum segue sendo a cardiopatia (164 casos), seguida pela diabetes (114), pneumopatia (45) e doenças neurológicas (30). 

Amazonas

Mandetta admitiu preocupação com o panorama do sistema de saúde do Amazonas, como noticiado pela CNN. Há o temor de que o estado seja o primeiro a enfrentar um sistema de saúde colapsado, quando não há mais plenas condições de atender àqueles que procuram por atendimento médico.

Segundo Mandetta, foi necessário o envio de respiradores para Manaus nesta semana, cedidos por uma rede particular de hospitais e transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB). O ministro da Saúde reforçou que, se necessário, o governo federal vai deslocar equipamentos de um estado a outro com a intenção de evitar uma proliferação de surtos em sistemas de saúde.

Neste caso, trata-se de um estado da região Norte do país. No entanto, o ministro afirma que a atenção está direcionada às grandes aglomerações urbanas, como São Paulo e Rio de Janeiro, e às capitais estaduais litorâneas.

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