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    Brasil tem que olhar para os EUA e preparar sistema de saúde, diz infectologista

    Para Denise Garrett, aumento de casos e hospitalizações nos EUA devido à variante Ômicron deve servir de alerta ao Brasil

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    Os EUA registraram, na terça-feira (28), a maior média móvel de casos da Covid-19 desde o início da pandemia. O país tem registrado quase 300 mil novas infecções por dia e enfrenta aumento nas internações.

    Com base neste cenário, a infectologista e epidemiologista Denise Garrett afirmou à CNN que o Brasil deve ficar de olho no que está acontecendo com os americanos e preparar o sistema de saúde para um possível aumento de hospitalizações por causa da variante Ômicron.

    “Começamos a epidemia depois dos EUA. Então, olhar para eles é uma indicação do que pode acontecer por aqui”, disse a Garrett, que é vice-presidente do Sabin Vaccine Institute e ex-CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA.

    Segundo a médica, apesar de a Ômicron ter uma taxa de hospitalização menor se comparada com outras variantes, a maior transmissibilidade da cepa levará a um maior número de casos e, consequentemente, de internações.

    “O país tem que estar se preparando, e isso serve de aviso para o Brasil. Tem que estar preparando o sistema de saúde para receber esses casos a mais que estamos vendo em outros lugares”, afirmou.

    “Ao olhar para os EUA, vemos um sistema de saúde extremamente sobrecarregado, uma capacidade altíssima de falta de leitos nos hospitais e uma interrupção de serviços. Isso porque as várias pessoas que estão doentes, mesmo não estejam hospitalizadas, acabam ficando em casa. Vários voos foram cancelados porque não tem profissionais para desempenhar o serviço”, acrescentou a médica.

    Garrett disse que os Estados Unidos tomaram algumas decisões, como o relaxamento no uso de máscaras, que contribuíram para o aumento de casos. “Ainda há o agravante de não termos uma taxa de cobertura muito boa de vacinação, o que piora a situação com a variante Ômicron”.

     

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