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    Brasil teve cerca de 100 mil casos de acidentes por abelhas nos últimos 5 anos

    Intoxicação varia de acordo com a quantidade de veneno absorvido e pela sensibilidade a uma reação alérgica ao veneno; saiba como prevenir acidentes

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Acidentes por abelhas são definidos pelo envenenamento causado pela injeção de toxinas pelo ferrão do inseto.

    Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou cerca de 100 mil casos de acidentes desse tipo, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (11). Entre os casos registrados, 303 foram fatais.

    A intoxicação varia pela quantidade de veneno absorvido e pela sensibilidade a uma reação alérgica ao veneno, segundo o ministério. O quadro clínico de uma única picada por abelha vai de uma inflamação local simples a uma forte reação alérgica, conhecida como choque anafilático.

    Sintomas de acidentes por abelhas

    Em geral, as reações tóxicas locais estão associadas a dor, inchaço e edema e manchas vermelhas na pele.

    No entanto, quando há múltiplas picadas, os pacientes podem apresentar quadros sistêmicos, devido à grande quantidade de veneno inoculada. Nesses casos, os sintomas são coceiras, vermelhidão, calor generalizado, bolhas, pressão baixa, taquicardia, dor de cabeça, náuseas ou vômitos, cólicas abdominais e fechamento das vias aéreas. Em casos mais graves, pode ocorrer choque, insuficiência respiratória aguda, destruição de fibras musculares e dano renal.

    O diagnóstico dos acidentes provocados por abelhas é feito pelo relato clínico. O médico avalia a gravidade dos pacientes e orienta sobre a necessidade de exames complementares.

    O tratamento varia de acordo com a gravidade das manifestações apresentadas. Nos casos de choque anafilático, a abordagem deve ser feita de maneira imediata por serviços de saúde de emergência.

    Entre os cinco principais tipos de acidentes por animais peçonhentos, o causado por abelhas é o único que não possui um soro específico para o tratamento, porém há estudos acerca da sua produção.

    Como evitar acidente por abelhas?

    O Ministério da Saúde orienta que a remoção das colônias de abelhas em lugares públicos ou residências deve ser feita por profissionais devidamente treinados e equipados, preferencialmente à noite ou ao entardecer, quando os insetos estão calmos.

    Além disso, deve-se evitar a proximidade de colmeias de abelhas na ausência de vestuário e equipamentos adequados, que incluem macacão, luvas, máscara, botas e fumigador.

    Veja outras recomendações para evitar acidentes

    • Evite caminhar e correr na rota de voo das abelhas;
    • Evite barulhos, perfumes fortes, desodorantes e cores escuras, que desencadeiam o comportamento agressivo de abelhas;
    • Sons de motores de aparelhos de jardinagem irritam abelhas;
    • No campo, tenha atenção à presença de abelhas, principalmente no momento de arar a terra com tratores.

    Por que as abelhas atacam?

    Além da produção de mel e diversos produtos de consumo humano, as abelhas contam com um papel essencial de polinização vegetal. No entanto, elas também defendem as colônias e formam sociedades com uma rainha, vários zangões e operárias, que são aquelas que podem picar pessoas.

    Elas perdem o ferrão ao picar e morrem em seguida. Como possuem músculos próprios, o ferrão continua a injetar o veneno mesmo após a separação do resto do corpo. Ao atacar nas proximidades de um enxame, as primeiras abelhas liberam um feromônio que faz com que outras invistam contra o mesmo alvo, podendo ocasionar acidente com centenas de picadas.

    Situação epidemiológica

    Abelhas estão presentes em todos os territórios brasileiros. As regiões de maiores taxas de incidência são Sul e Nordeste, mas as maiores taxas de letalidade ocorrem nas regiões Centro-Oeste e Norte, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde.

    Segundo a pasta, de modo geral, os acidentes costumam acontecer com maior predominância entre outubro e março, geralmente na zona urbana.

    Entre as vítimas dos ataques, estão homens na faixa etária entre 20 e 64 anos, sendo as mortes mais frequentes em pessoas acima dos 40 anos.

    Fatores de risco para gravidade envolvem a quantidade de ferroadas e a predisposição ao choque anafilático. Em caso de emergência, é necessário contatar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).