Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Carlos França: China deve reservar cota maior de insumos de vacina ao Brasil

    Os IFAs são fundamentais para a produção dos imunizantes contra a Covid-19 e a China é um dos principais fornecedores desses insumos

    Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo

    O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (28), que tem mantido diálogo com a China para aquisição dos insumos necessários para a produção de vacinas contra a Covid-19.

    Em conversa por telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, França diz ter feito dois pedidos: para que o país apoiasse a aquisição pelo Brasil de 30 milhões de doses da vacina da Sinofarm e auxiliasse o Brasil na produção e envio do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA).

    Segundo ele, a China tem priorizado a vacinação de sua população, mas a partir de maio haverá aumento da produção desses insumos com possibilidade de envio ao Brasil. 

    “Nosso diálogo foi muito positivo. Ele comprometeu-se a fazer o possível para cooperar. E reservará e fornecerá ao Brasil o quanto antes cota maior de IFAs para produção da vacina de Oxford/AstraZeneca. O ministro chinês ressaltou, no entanto, que abril é mês crítico na China e que precisam acelerar a vacinação interna e que em maio e junho haverá grande aumento da produção de IFAs naquele país e nós monitoramentos a situação junto com a nossa embaixada em Pequim”, disse.

    Durante sua fala, o ministro também ressaltou que a China é “parceiro chave” do Brasil no combate à pandemia. Ele destacou que tem mantido diálogos com a Índia, Estados Unidos, Rússia e Israel. 

    França não abordou diretamente a negativa da Anvisa para a importação da Sputnik V, o imunizante russo, mas afirmou que espera “que as questões pendentes possam ser revolvidas perante a Anvisa”. “São regulares as tratativas da Anvisa com agentes no exterior. O Itamaraty tem prestado todo o apoio necessário à Anvisa”, disse. 

    Segundo o ministro, a pasta também tem trabalhado pela liberação dos envios das vacinas provenientes do consórcio Covax Facility. “Incitamos a Covax a realizar o envio das doses. Mantive conferência com o diretor da OMS, Tedros Adhanom, que me ddise que está trabalhando para o envio das doses ao Brasil”. 

    Com os Estados Unidos, o Itamaraty tem trabalhado de forma “permanente e incasável”. “Em particular, sobre o montante de doses que o país [Estados Unidos] deve compartilhar com os outros países nos próximos meses”, disse França. 

    Nas redes sociais, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, afirmou que conversou com o chanceler por telefone na manhã desta quarta. ” Concordamos em reforçar ainda mais a confiança política mútua num ambiente sadio e amigável, implementar os consensos entre os chanceleres, e continuar a nossa parceira de vacinas”, disse Wanming.