Casos confirmados da variante Delta no Brasil são ‘ponta do iceberg’, diz Opas

À CNN, Jarbas Barbosa disse que as confirmações da variante no país devem aumentar

Exame confirmou a presença da nova variante do coronavírus
Exame confirmou a presença da nova variante do coronavírus Foto: Ernesto Carriço/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (6), o vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, fez um alerta de que o número de casos confirmados da variante Delta no Brasil é apenas “a ponta do iceberg”.

“É provável que o número vá crescer, importante dizer que a grande maioria dos casos da variante é de assintomáticos ou leves, que não percebem e não são testados”, explicou. Jarbas reforçou, no entanto, que, apesar da transmissão comunitária da cepa, “as medidas de proteção contra o vírus original funcionam contra ela”: “Uso de máscaras é fundamental, assim como evitar aglomerações, especialmente em espaços públicos, higienizar as mãos.”

O vice-diretor-geral da OPAS destacou também que todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – e que são aplicadas no Brasil – são eficazes contra a variante.

“Com dados que estamos vendo do mundo real, as vacinas continuam efetivas, com pequena redução para proteger para formas leves, mas continuam efetivas para proteger contra hospitalizações e mortes, elas reduzem entre 80 e 90% os casos graves e mortes”, contou.

Jarbas Barbosa avalia que a “combinação da variante delta com decisões sobre a reabertura da economia que não levam em conta a gradualidade, podem proporcionar novos picos”: “Já observamos isso em países com bom avanço na imunização, como Chile e Uruguai.”

A grande preocupação com a variante Delta, segundo ele, é com o alto nível de transmissibilidade: “Por exemplo, se ao invés de 100 casos, ela causa 1.000 e 5% deles forem precisar de UTI, teremos 10 vezes mais casos graves, o que pode comprometer os serviços de saúde.”

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